História da TV
Fonte: Aerp
Não viu o descobridor qualquer aplicação prática para a sua descoberta. O que fez e se tornou história foi denominar aquele elemento de "Selenium", ou "Selênio"... E mais de meio século somariam os anos até que se encontrassem aplicação prática para a descoberta.

Nos Estados Unidos, em 1926, a Rádio Corporation of América (RCA) entendeu ser a chegada a vez de empenhar-se mais a fundo no novo campo do som complementado pela imagem. Contratou-se Wladmidir Zworykin para a divisão de pesquisas técnicas.

Neste mesmo ano o cientista russo-norte-americano, lançava suas mais recentes descobertas, demonstrando um receptor de televisão inteiramente eletrônico, através do aprimoramento do cinescópio ou tubo de imagem.

Na mesma ocasião, na América, Jenkins transmitiu uma fotografia estática do presidente Harding desde a estação naval de Washington até a Filadélfia. E, em Londres, John Lodgie Baird repetiu com maior sucesso sua experiência do ano anterior de transmissão de imagem. Todavia, esses sucessos se limitavam a figuras dificilmente identificáveis, faltava definição fotográfica e estabilidade na imagem.

Nos Estados Unidos, em 1928, o cientista norte-americano Philo T. Farnsworth inventou um novo tipo de válvula, o "dissector tube". Corrigidos, de alguma forma, mas ainda não em termos absolutos as distorções de imagens, pode o público norte-americano ter sua curiosodade satisfeita. Os quadros cênicos, com o "dissector tube" passaram a ser dinâmicos, exibindo com relatividade boas condições visuais um primeiro espetáculo de teleteatro.

Adquirida em 1928, por William S. Pailey, então aos 27 anos, herdeiro da avantajada fortuna que lhe deixou o pai, um modesto charuteiro, a United Independent BriBroadcasting teve, alterada sua denominação para CBS - Columbia Broadcasting System. Da competição salutar e progressista entre a já consolidada RCA e a nascente CBS se originou o mais amplo desenvolvimento da televisão, fosse nas secretas experiências de laboratório, fosse na expansão dos meios de comunicação em si ou, ainda, na conquista de público.

Até então não se cogitava a industrialização de televisores domiciliares, a preferência dos próprios implantadores do novo veículo era pelos televisores coletivos, com telas nas maiores proporções possíveis, instaladas em locais públicos.

No primeiro ano da década de trinta veio assinalar com a NBC (Nacional Broadcarting Corporation) a entrada em funcionamento regular da primeira emissora de televisão do mundo. Poucos meses depois, a CBS inaugura a segunda emissora de televisão de Nova York. As duas com transmissões de sete horas diárias: desde a apresentação de transmissões externas a cobertura dos mais importantes jogos de beisebol e futebol americano.

Em 1932, na Alemanha, os cientistas se empenharam mais a fundo, em um gênero menos explorado mas que, sem a menor dúvida, viria exprimir à televisão universal um sentido mais objetivo. Preocuparam-se os técnicos germânicos em estabelecer em primeiro estágio, a "televisão em circuito fechado".

Em 1936 na Inglaterra, a BBC-T (British Broadcasting Corporation Television) inaugura suas transmissões regulares, onde o método mecânico cedeu lugar ao eletrônico e passou a televisar imagens entrelaçadas de 405 linhas.

Foi em 1938 que começou-se a pensar a idéia de privatizar as transmissões de televisão e aceleraram-se os estudos para lançar os receptores individuais ou domiciliares.

Em 1942, a televisão teve importante papel durante a guerra, como legítimo grande meio de massa, e foram produzidos aparelhos portáteis de emissão e recepção de som e imagem para as tropas dos Estados Unidos.

Em 1947, a produção norte-americana de equipamentos de televisão requereria pelo seu desenvolvimento excessivamente rápido absorver um mercado cada vez maior, para isso os departamentos de venda das principais indústrias lançaram as mais variadas promoções de motivação para compra, deu-se a expansão comercial e a popularização do veículo eletrônico.

Foi em 1950, o surgimento da televisão no Brasil. O farto noticiário dos jornais de Assis Chateaubriand anunciava que as torres que se elevava no alto do Pão de Açúcar e em São Paulo, no morro e bairro do Sumaré, destinavam-se às primeiras estações brasileiras de televisão.

A 18 de setembro de 1950, nas instalações das Rádios Tupi e Difusora de São Paulo, no chamado Palácio do Rádio, às 16 horas, Assis Chateaubriand presidiu o lançamento da TV Tupi, inicialmente canal 3: a primeira emissora de TV brasileira. Já em 1951, mais duas televisões brasileiras: a TV Tupi-Rio, em janeiro; e a TV Paulista, em dezembro.

Em 1954, iniciou-se a produção de televisores a cores, nos EUA, pela RCA que desenvolveu um sistema a cores que podia ser transmitido a receptores P&B, sem necessidade de conversor.

A WNBT processou em seus estúdios, a 12 de maio de 1955, em fita magnética de som e imagem, a primeira gravação mundial em videotape. No Brasil, a primeira emissora a adquirir equipamentos de gravação e reprodução de videotape foi a TV Rio, canal 13, em 1957.

A 20 de dezembro de 1959, em Porto Alegre, inaugurou-se a pioneira gaúcha: a TV Piratini, canal 5, tendo suas instalações no Morro Santa Teresa.


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