2004-2008
 



João Roberto Marinha pede o fim da Censura


João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo e conselheiro da Abert, foi o segundo palestrante do dia no IV Congresso Brasileiro de Publicidade. Marinho iniciou sua apresentação sobre democracia e liberdade de expressão citando os diversos significados que estas foram ganhando ao longo do tempo - a começar com a Revolução Francesa, em 1789. Depois, enfocou a perda dessa liberdade por meio da censura - 'um ato que nada tem a ver com democracia'.

Como exemplo dessas tentativas de cerceamento, Marinho citou o recente processo enfrentado pela Folha de S.Paulo e pela Editora Abril, multadas por publicarem entrevistas com Marta Suplicy. Segundo o Ministério Público Eleitoral, as matérias foram consideradas propaganda eleitoral. 'Esse e outros casos colocam o leitor como incapaz de julgar. O poder público não pode cercear a liberdade dos veículos', pediu, justificando que os veículos são livres a partir do momento em que obtêm concessões para existirem.

João Roberto Marinho também destacou em sua apresentação os excessivos detalhes da legislação eleitoral que, em sua avaliação, servem mais aos interesses dos elegíveis do que dos eleitores. Ele comparou a estrutura legal brasileira com a norte-americana, onde o pleno exercício da liberdade de expressão da mídia acaba servindo como forma de aperfeiçoamento da democracia.

Outro ponto abordado por Marinho foi a publicidade, falando especificamente do ímpeto regulatório do Ministério da Saúde, em questões como a comunicação de alimentos.

Por fim, o executivo das Organizações Globo falou das amarras impostas pela classificação indicativa imposta pelo governo, que vem cerceando a liberdade criativa em programas de ficção como as novelas.

João Roberto Marinho finalizou sua palestra pedindo para que todos lutem pelo direito da liberdade de expressão: 'Sem ela, a democracia nunca existirá'.

Fonte: Assessoria de Imprensa do IV Congresso Brasileiro de Publicidade