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Televisão
Record quer o Pan em São Paulo
O Tempo - Belo Horizonte - Coluna Canal 1


O assunto ainda é tratado com muito sigilo, mas a alta direção da Rede Record está empenhada em trazer para São Paulo os Jogos Pan-Americanos de 2019, que ela já tem adquirido.

A compra exclusiva, realizada em 27 de outubro do ano passado, se estende a todas as plataformas de transmissão previstas para o evento, no caso TV aberta, canais pagos, Internet, celular e qualquer meio de comunicação que venha a ser desenvolvido.

As tratativas com a Odepa - Organização Desportiva Pan-Americana - já vêm há algum tempo. Conta a favor da Record o fato de nenhuma outra cidade, pelo menos até aqui, ter se apresentado como candidata.

A emissora, por outro lado, passará a buscar agora os apoios da Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo e do próprio Governo Federal.

TV TUDO
Plano em prática - 1
No jornalismo do SBT se deseja acabar com os editores de imagem, transferindo para os repórteres ou até editores de texto mais esta tarefa.
O que, no desenrolar de tudo, irá caracterizar dupla função.

Plano em prática - 2
Também no jornalismo do SBT, como parte do mesmo plano, se deseja fixar as câmeras do estúdio e abrir mão dos serviços dos seus operadores.

É bom que o sr. Silvio Santos, desde já, seja informado de tudo, inclusive sobre as suas inevitáveis consequências.

Envie esta notícia a um amigo    Imprima esta notícia      Notícia incluída em 06/02/2012 10:55:35



Televisão
OUTRO CANAL
Folha de São Paulo - Ilustrada


Saudade
O "Pânico" não o atormentou mais, mas o personagem "Antônio Nunes", que na verdade é o norueguês Ove Nordeide, continua famoso por aqui. Ele esteve em Fortaleza recentemente e foi reconhecido por fãs do programa.

Saudade 2
Procurado pela Folha, Ove Nordeide disse que não entende por que não foi mais procurado pelo "Pânico". Ele sente falta do sucesso.

Adeus
Depois de Márcia Goldschmidt, outra que deve deixar a Band é Silvia Poppovic.

O NÚMERO É...
A Rede TV! já vendeu três cotas de patrocínio de sua cobertura dos bastidores do carnaval. Casas Bahia, Itaipava e Nycomed compraram as cotas, ao preço de tabela de R$ 6,8 milhões cada.

Fila
O ano mal começou e a Globo já está recebendo projetos para sua programação de final de ano. Um deles é uma sitcom a respeito de dois amigos que resolvem aproveitar o fim do mundo, marcado para 21/12/12, para reparar todos os erros que cometeram na vida.

Fila 2
A divertida série sobre o fim do mundo é de autoria de Alexandre Machado e Fernanda Young.

Troca
Os canais Viva e Megapix encerraram 2011 invadindo o ranking dos dez canais pagos mais vistos na média/dia (das 7h à meia-noite). Ambos não apareceram na lista em 2010.

Troca 2
Já o Telecine Pipoca e o Warner Channel, que estavam entre os dez mais em 2010, sumiram do top 10 da TV paga em 2011.

Morenice
A modelo Ildi Silva estará no remake de "Gabriela (Globo).

Fera
Uma cena de Renata Sorrah (foto) e Júlia Lemmertz gravada na semana passada, arrancou aplausos da equipe nos estúdios de "Fina Estampa" (Globo).

Feras 2
Sem pausa e sem ensaio, as duas gravaram de uma vez só a cena tensa em que Danielle (Renata) conta para a Esther (Júlia) a verdade sobre sua filha. As duas atrizes ficaram muito emocionadas.

Envie esta notícia a um amigo    Imprima esta notícia      Notícia incluída em 06/02/2012 10:55:16



Televisão
Nielsen desiste de medir ibope
Folha de São Paulo - Ilustrada


KEILA JIMENEZ keila.jimenez@grupofolha.com.br / folha.com/outrocanal

Subiu no telhado o plano da Nielsen de entrar no mercado de medição de audiência em TV, no Brasil.

A proposta, que surgiu em setembro de 2011, esbarrou em uma cláusula contratual. A Folha apurou que o maior entrave foi o prazo de vínculo que a Nielsen pretendia exigir dos futuros clientes: algo em torno de sete anos.

A alegação do instituto é que custo de implantação da medição de audiência é alto, e ele não poderia arcar com eventuais desistências. As emissoras não aceitaram o vínculo.

A Nielsen não se pronunciou sobre o assunto.

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Televisão
Roda Viva cresce em ibope sem Marília Gabriela
O Estado de S.Paulo - Caderno 2


Desde que retornou às origens, com a saída de Marília Gabriela da bancada e a volta do formato em que diversos entrevistadores sabatinam um convidado, o Roda Viva, da Cultura, cresceu em audiência.Com Marília, que entrou emagosto de 2010 e não fazia o programa ao vivo, a atração registrava média de 0,7 ponto – oscilando entre 0,4 e 0,8 ponto. A curva ascendente no Ibope começou logo após a saída da loira, com a estreia de Mario Sergio Contina bancada, em 17 de setembro. De outubro a dezembro, o Roda cresceu de 0,8 para 1,2 ponto –comrecorde de 1,5 ponto na participação de Datena, em 21 de dezembro.

Em janeiro, o ibope caiu para 0,9 ponto, média maior que a registrada por Marília. / ALLINE DAUROIZ

Nada de Marlene Mattos. Quem vai dirigir o programa do Netinho na RedeTV!, nos moldes do dia de princesa, será Márcia Brechó, que já produziu o Show da Gente, atração de Netinho no SBT. Agora, o programa será produzida na Link, com finalização na Casablanca, e tem previsão de estreia para o dia 18.

Recife é uma ótima praça em ibope para a Globo no horário das 6. A Vida da Gente – que na Grande São Paulo marca média de 22 pontos e, no painel nacional, média de 25 pontos – tem média de 37 pontos na cidade pernambucana. O último capítulo de Cordel Encantado registrou 51 pontos por lá.

Para atrair assinantes,a Oi TV está apostando em esporte. A operadora que, recentemente, assinou contrato com a Globosat e a Globo para inclusão de novos canais em seu line up, oferece agora 50% de desconto nos três primeiros meses do canal pay-per-view Premiere FC.

Saudade daquele disco clássico do Paralamas, do Titãs ou do Capital Inicial? Pois a ideia da Mix TV para seu novo programa semanal foi justamente fazer um show, para uma plateia seleta, de um álbum marcante no cenário nacional, faixa a faixa. Os shows vão ao ar também pela rádio Mix FM.

O Mix ao Vivo: Álbuns Clássicos começa a ser gravado em março e prevê os shows: Selvagem (Paralamas do Sucesso), Lado A Lado B (O Rappa), Nós Vamos Invadir Sua Praia (Ultraje a Rigor), Cosmotron (Skank), Cabeça Dinossauro (Titãs) e Capital Inicial, o primeiro LP da banda de Dinho Ouro Preto. / A.D.

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Telecomunicações
Os "magnatas" do 3G
Correio Braziliense - Tecnologia


Consultoria britânica analisa transmissões de dados por celulares e conclui que apenas 1% dos usuários respondem por 50% do tráfego. Esse pequeno grupo é formado pelos donos dos mais modernos celulares e tablets do mercado

» Thais de Luna

Publicação: 06/02/2012 02:00

Estar conectado à internet onde quer que se esteja tem se tornado praticamente uma obrigação. É cada vez mais comum ver pessoas em espaços públicos lendo e-mails, atualizando as redes sociais ou mesmo jogando on-line em tablets, smartphones ou notebooks com modem 3G. Em 2011, o canal de acesso a pacotes de dados em alta velocidade (HSPA, na sigla em inglês), como é conhecido o 3G, estava presente em 800 milhões de dispositivos móveis, número que, de acordo com Erasmo Rojas, diretor da 4G Americas para América Latina e Caribe, deve aumentar em 30% neste ano. A tecnologia vem sendo consumida com cada vez mais intensidade pelos usuários. Uma pesquisa da empresa de consultoria em serviços de dados Arieso, do Reino Unido, revelou que donos de tablets e smartphones mais modernos, com modens 3G, são responsáveis pelo uso de metade de todos os dados transferidos por uma operadora europeia de telefonia móvel. O curioso, no entanto, é que esse grupo constitui apenas 1% do 1,1 milhão de assinantes do serviço de internet fornecido pela operadora, caracterizando uma grande desigualdade no uso.

O modem já é amplamente usado para internet em dispositivos como notebooks, então ser o principal consumidor de dados não é surpresa. “Os resultados, contudo, mostram que a demanda por dados continua a crescer com cada nova geração de smartphones. Compare o iPhone 4S com os outros aparelhos: é o mais ‘faminto’ de todos, pois consome mais três vezes mais dados do que o iPhone 3G e duas vezes mais do que sua versão anterior, o iPhone 4”, afirmou o diretor de tecnologia da Arieso, Michael Flanagan, ao Correio.

Esse consumo “exacerbado” do último celular da Apple, segundo o especialista em comunicação sem fio Ugo Dias, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), se deve ao grande número de download de aplicativos — que, no fim de 2011, chegou a 1,5 bilhão em todo o mundo — e ao uso de programas como o Siri, assistente virtual comandado por voz que pode ser usado para fazer ligações, agendar compromissos no calendário e enviar SMS. Outros aparelhos de última geração, como o Samsung Galaxy S (veja lista), também são responsáveis pela grande quantidade de dados baixados.

Por sua vez, há também os smartphones que mais fazem upload de dados, ou seja, enviam informações para a web. Entre eles, há o HTC Desire, o HTC Desire S, o Samsung Galaxy S II e o Blackberry Curve. “É interessante que o consumo de dados seja dominado por uma fração tão pequena de usuários”, comenta Flanagan. “Mas, apesar das inovações, notamos que os outros 99% de usuários europeus de 3G ainda têm smartphones mais simples, com menos aplicativos e cujos usuários tipicamente ficam menos na internet”, ressalta. Flanagan determina que a pesquisa indica a necessidade crescente de otimizar a rede de transmissão de dados a longo prazo, com a implantação de tecnologia 4G e a instalação de redes de banda larga móvel próximas de onde os “usuários intensos” estão.

Sempre na internet
Dias considera relevante esse levantamento de dados, que indica a tendência de as pessoas quererem ficar conectadas o tempo todo. “É o mercado que faz com que a evolução tecnológica migre para esse aumento de consumo de dados. A popularização dos smartphones, que têm cada vez mais funções, e a existência de aparelhos que permitem abrir vários aplicativos de uma só vez, são alguns dos motivos dessa maior transmissão de informações”, esclarece. O professor Paulo Schroeder, diretor da Faculdade de Tecnologia Rubens Lara do Centro Paula Souza, acrescenta que as pessoas estão aprendendo a transportar sua memória para o computador. “Como a atualização das informações é constante, o ser humano passa a usar a máquina mais frequentemente, pois tem a necessidade de acessar as memórias instantaneamente, onde quer que esteja.”

Entre as pessoas que vivem conectadas está a analista de redes sociais Carolina Meneses, 28 anos. Dona de um Blackberry Curve — que, segundo a pesquisa, faz upload de 50% mais dados do que o iPhone 3G, smartphone usado no estudo como referência entre os dispositivos que têm 3G —, a jovem afirma que passa o dia inteiro com a internet do celular ligada para checar e-mails e entrar em redes sociais. “Não tem jeito, quando as pessoas começam a ficar conectadas, não querem parar. É muito prático estar dentro de um ônibus em um engarrafamento e poder mandar e-mails com relatórios para o chefe, por exemplo”, cita.

Antes de ter o Blackberry Curve, Carolina tinha um C3 da Nokia, smartphone mais simples, com menos funções e no qual a pessoa precisa conectar-se ao 3G cada vez que quer usar a internet. “Com o aparelho antigo, eu pagava R$ 85 em consumo de dados. Assim que troquei de smartphone, assinei um pacote de R$138, mas usei tanto que a primeira conta veio R$ 214”, afirma, lembrando o susto que levou quando chegou o boleto. Atualmente, a jovem conseguiu negociar com a operadora e trocou o pacote de dados, que lhe permite ficar o tempo todo conectada, por R$ 34. “É o que chamamos de mal necessário”, garante a analista de redes sociais, que não pretende ficar longe do mundo virtual nem quando está fora de casa.

A pedagoga Juliana Silva Paiva, 27 anos, entrou no mundo dos usuários intensos de tecnologia 3G no fim do ano passado, quando comprou um iPhone 4. “Quando estou fora de casa, fico boa parte do tempo conectada. Vejo muito e-mail, atualizo as redes sociais e uso aplicativos como o WhatsApp Messenger, de mensagens instantâneas”, detalha. Atualizar aplicativos, diz Schroeder, também gera consumo de dados.

Juliana afirma que não gasta tanto com dados por ter um plano pré-pago, no qual despende, aproximadamente, R$ 15 reais para usar o HSPA. Em vez do susto na conta, o que ocorre quando ultrapassa o limite de dados transferidos é a conexão ficar mais lenta. Essa redução da velocidade na conexão 3G, conta Ugo Dias, se deve ao aumento tanto de downloads quanto de uploads em dispositivos móveis. “A demanda cresce, mas a taxa de dados disponíveis continua a mesma, de cerca de 7 Mbps. Para atender a essa necessidade de mais dados, as empresas de telefonia vão ter que recorrer ao 4G, que deve oferecer aproximadamente 100 Mbps”, destaca.

Em resposta a essa demanda pelo 4G, as empresas brasileiras de telefonia móvel asseguram que a tendência é de que todas participem do leilão das faixas de 2,5Ghz, previsto para abril. Tendo comprado sua parte no leilão, as companhias poderão desenvolver a tecnologia para oferecer aos clientes a internet 4G, que, segundo estimativas, deve estar disponível para todo o Brasil na Copa do Mundo de 2014.

A Tim alerta, no entanto, que os avanços da tecnologia de transmissão de dados “são relevantes, mas não devem resultar em grandes vantagens para o consumidor brasileiro”. “Para que seja percebida qualquer mudança, seria necessário o fortalecimento das redes de transmissão em fibra e o compartilhamento do backhaul (parte da rede responsável pela distribuição da capacidade de trânsito de dados)”, explica a empresa, em comunicado.

No máximo, 20Mbps
As redes de banda larga móvel 3G fornecem serviços com taxas de transmissão de dados de 5 megabits por segundo (Mbps) a 20 Mbps. Além do acesso à internet, essas redes, nos celulares, são usadas nas chamadas de voz de longo alcance.

Os “donos” do tráfego
Veja a lista dos dispositivos que consomem metade dos dados disponíveis, de acordo com a pesquisa da companhia britânica Arieso:

» Modem 3G
» Tablets
» iPad
» iPad 2
» Smartphones
» iPhone 3G
» iPhone 4
» iPhone 4s
» HTC Google Nexus One
» HTC Desire
» HTC Desire S
» Samsung Galaxy S
» Samsung Galaxy S II
» Samsung Galaxy Ace
» Sony Ericsson Xperia
» Sony Ericsson Xperia X10i Mini Pro
» Sony Ericsson Xperia Arc
» Nokia N800
» Nokia E71
» Nokia E72
» Blackberry Storm 2
» Blackberry Curve
» Blackberry Bold Touch

Fonte: Arieso

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Sigilo
A arte de desinformar
Gazeta do Povo - Curitiba - Opinião


Publicado em 06/02/2012

A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei de Acesso a Informações Públicas, instrumento pelo qual qualquer cidadão passou a ter reconhecido o seu direito de obter dos órgãos públicos de quaisquer esferas e níveis as informações que solicitar. A lei entrará em vigor dentro de quatro meses, isso é, seis meses após a data de sua sanção – tempo concedido às estruturas públicas e aos organismos privados subvencionados por verbas oficiais para que se adaptem às obrigatoriedades previstas no dispositivo, sob pena de punição aos gestores que não as cumprirem.

Uma das obrigações que passam a recair sobre tais entidades é a criação de páginas na internet por meio das quais seja possível obter informações, entre outros quesitos, sobre repasses ou transferências de recursos financeiros, despesas realizadas, licitações, editais e contratos celebrados, assim como dados gerais sobre programas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades. Ressalvadas aquelas que, por motivo de segurança, sejam classificadas como secretas ou reservadas, não se abrem exceções quanto ao direito/obrigação de disponibilizar quaisquer informações solicitadas, também por outros meios, como cartas, e-mails, telefonemas. Sequer se pode exigir dos interessados que especifiquem o motivo de sua solicitação.

Vê-se desde logo o alto alcance institucional e democrático da Lei de Acesso a Informações Públicas. Na medida em que garante à sociedade amplo conhecimento dos atos e fatos que se desenrolam no setor público, o dispositivo tem o condão de, no mínimo, induzir os agentes públicos e os demais gestores de repasses provenientes dos cofres oficiais, a zelar pela correta aplicação. Trata-se, pois, se bem e amplamente utilizada pela população, um poderoso instrumento de fiscalização.

Faltando tão pouco tempo para que a lei passe a vigorar, a Gazeta do Povo foi conferir junto a algumas das mais importantes instituições públicas sobre como, desde já, se encontram preparadas para cumprir a lei. No mínimo, quisemos saber que respeito dedicam aos cidadãos quando solicitadas por estes a fornecer informações requeridas.

O resultado desta investigação, conforme publicado na edição do último dia 30 de janeiro, foi ainda desalentador. Foram solicitados dados corriqueiros a dez instituições municipais, estaduais e federais, das quais, no entanto, somente uma (o Supremo Tribunal Federal – STF) os forneceu de maneira satisfatória, ainda assim superando em oito dias o prazo máximo de 30 dias previsto na Lei para a apresentação das respostas.

Os demais órgãos consultados ou não forneceram dados, ou não dispunham de estruturas para receber os requerimentos ou, ainda, deram informações incompletas ou confusas. Por exemplo, remetiam o cidadão (no caso, nossos repórteres) à consulta a sites de internet nos quais era impossível ou inteligível obter as informações desejadas.

Do trabalho dos nossos repórteres emerge a lamentável conclusão de que as boas intenções estão ainda muito longe de se tornarem realidade – constatação, aliás, a que já chegou também a Controladoria-Geral da União (CGU) que, em pesquisa que realizou em dezembro, computou que 71% dos órgãos públicos sequer sabiam como dar acesso às informações que detêm. Conseguirão dentro dos quatro meses que a Lei lhes concedeu? Ou a sociedade continuará vítima, como sempre, da arte de desinformar secularmente cultuada no setor público?

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Rádio
Rádios de ministro estão em nome de empregados na PB
Folha de São Paulo - Poder


Sede das emissoras fica em escritório político de Aguinaldo Ribeiro, novo titular da pasta das Cidades

'Isso aqui é rádio de ministro, rapaz!', disse locutor após anúncio da nomeação; posse está marcada para hoje

BRENO COSTA
ENVIADO ESPECIAL A JOÃO PESSOA

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que tem posse marcada para hoje como novo ministro das Cidades, é dono de duas emissoras de rádio no interior da Paraíba que foram registradas em nome de empregados.

As emissoras Cariri AM e PB FM estão no nome da empresa AE Comunicações da Paraíba Ltda., sediada no escritório político que Ribeiro mantém em João Pessoa.

Os sócios da empresa, contudo, segundo registro da empresa na Junta Comercial da Paraíba, são um ex-contador e um assessor pessoal do ministro. A firma foi criada em fevereiro de 2010.

Uma das rádios controladas pela AE Comunicações, a Cariri AM, funciona no mesmo endereço, em Campina Grande (a 121 km da capital), da sede da River Comunicações Ltda., criada pelo ministro em setembro de 2009.

Como a Folha revelou ontem, a River é uma das quatro empresas que o ministro omitiu em sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2010, quando se elegeu deputado federal.

RÁDIO DE MINISTRO
A transmissão da Cariri deixa claro quem é o verdadeiro dono da emissora.

Na sexta-feira, logo após a confirmação do nome de Aguinaldo Ribeiro como novo ministro, a rádio dedicou duas horas de homenagem a "Aguinaldinho", como era chamado pelos locutores.

"Isso aqui é rádio de ministro, rapaz!", afirmou um dos apresentadores, minutos após ser confirmado que Aguinaldo comandaria a pasta das Cidades.

A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), irmã do ministro e pré-candidata à Prefeitura de Campina Grande, tem um programa próprio na rádio, "Mandato Popular".

As ações da AE Comunicações estão divididas igualmente entre Alex Barreto e Givaldo Nunes.

Barreto é uma espécie de braço direito do ministro. Filho de Alexandre Viana Barreto, motorista de Aguinaldo em João Pessoa, ele é um dos três funcionários que dão expediente no escritório de Ribeiro na Paraíba.

Quando a Folha foi ao local, um outro funcionário disse que as questões envolvendo o novo ministro deveriam ser respondidas por Barreto, "assessor do deputado".

Givaldo Nunes, 71, é contador aposentado. Ele mora em um bairro popular de João Pessoa, o Mangabeira. Trabalha com o deputado Ribeiro desde a década de 90.

Era ele o contador de Ribeiro quando o hoje ministro administrava uma concessionária de veículos da família.

À Folha, Givaldo diz que virou sócio da rádio a pedido de Alex Barreto e que deixou de trabalhar com Aguinaldo Ribeiro porque ficou doente.

"Ele [Barreto] pediu para eu entrar em sociedade com ele e eu entrei. Conversa com o Alex, que ele está mais por dentro", disse Givaldo, na porta de sua casa.

Na tarde de ontem, Alex atendeu seu celular, mas desligou o aparelho quando a reportagem se identificou.

Outro lado
Deputado e sua assessora não atendem ligações
DO ENVIADO A JOÃO PESSOA

Procurado desde a manhã de sábado para comentar a reportagem, o deputado Aguinaldo Ribeiro não respondeu às ligações.

Na noite de sábado, ele atendeu uma ligação, mas, depois que o repórter se identificou, ele disse que estava no elevador e pediu que ligasse de volta em dois minutos.

Assim foi feito, mas desde então e durante todo o domingo o celular do ministro esteve desligado.

ASSESSORA
Ontem, a Folha tentou contato com a assessora Márcia Gomes. O celular dela também estava desligado.

A reportagem mandou mensagens de texto via celular para os dois aparelhos, informando o teor da reportagem e pedindo esclarecimentos. Não houve resposta até a conclusão desta edição.

Alex Barreto, que também não atendeu os telefonemas da Folha, disse no Twitter que Aguinaldo Ribeiro é vítima de "preconceito" por parte da "grande mídia".

"Paraíba, vamos nos unir contra esta campanha maldosa que fazem com nosso ministro, eles não se conformam com a nossa vitória. Força Aguinaldo", escreveu Alex na manhã de ontem.

DECLARAÇÃO DE BENS
Na sexta-feira, Aguinaldo Ribeiro disse que informou a Receita sobre a sociedade em empresas que não constam de sua declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral.

Afirmou também que irá se desligar delas para chefiar o Ministério das Cidades.
(BC)

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Internet
Campus Party começa hoje discutindo cultura "geek"
O Globo - Digital & Mídia


Entre as atrações estão o físico Michio Kaku, o executivo responsável pelo jogo Angry Birds e o diretor da Wikipédia

A partir das 10h de hoje, uma legião de cinco mil amantes da tecnologia armará suas barracas e plugará seus laptops à internet ultrarrápida que, por uma semana, será a alma do Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo. É a quinta edição brasileira da Campus Party, feira geek que discute temas relacionados à cultura digital.

Entre as principais atrações deste ano estão o físico e estrela de programas de TV sobre ciência Michio Kaku. Ele leciona na Universidade de Nova York e é cocriador da Teoria dos Campos de Corda, vertente quântica da teoria que tenta explicar todas as partículas do universo por meio de um único sistema. Haverá palestras do vicepresidente de desenvolvimento do serviço de compartilhamento de áudio SoundCloud, Dave Haynes, e do diretor-gerente da enciclopédia on-line Wikipédia, Kul Wadhwa.

Também vai falar aos brasileiros Julien Fourgeaud, gerente de produtos da finlandesa Rovio, a criadora do game Angry Birds. Outra atração estrangeira é o jornalista e matemático inglês Alex Bellos, que foi correspondente do jornal britânico “The Guardian” no Rio por cinco anos, foi ghost-writer da autobiografia de Pelé e produz a série cult “Game of Thrones”.

São esperadas ainda as participações de um dos arquitetos da internet, o pesquisador do MIT John Klensin, e de ativistas envolvidos no movimento Occupy Wall Street, na Acampada del Sol e na Primavera Árabe, que discutirão o contexto de alguns dos acontecimentos mais importantes do ano que passou.

Segundo os organizadores da Campus Party, a área de exposição da feira deve atrair 200 mil visitantes até domingo. No espaço interno, onde ocorrem as palestras e a internet ultrarrápida ficará disponível, são esperados sete mil “campuseiros”, duzentos a mais que em 2011, sendo que cinco mil deles vão acampar no evento — uma das graças da feira, na opinião dos frequentadores, é poder virar a noite baixando terabytes de arquivos na rede da Campus Party.

Velocidade da internet dobra e chega a 20 Gbps

A feira é, de fato, o lugar ideal pra isso, sobretudo este ano. A velocidade da internet na Campus Party dobrou em relação ao ano passado, passando de 10 Gbps para 20 Gbps.

Grande parte desse público é de jovens. Cerca de 80% dos campuseiros têm entre 18 e 29 anos e apenas 3% deles nasceram há mais de 50 anos. Uma juventude que terá que buscar disposição extra para encarar as 500 horas de conteúdo de palestras, divididas nos temas ciência, cultura digital, inovação e entretenimento digital.

Haverá ainda “ações especiais” no Campus Fórum, Campus Empreendedorismo, Campus Verde e Inclusão Digital.

Os ingressos para campuseiros já estão esgotados. Paralelamente às palestras, a Campus Party trará atrações como um campeonato do game de estratégia “StarCraft”, uma exposição de robôs (inclusive com batalhas de sumô entre as máquinas), oficina de mashup, entre outros.

Segundo Mário Teza, diretor da Campus Party, o evento também quer incentivar jovens talentos, oferecendo, via Sebrae, orientação para abertura de empresas.

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Internet
Interesses divergentes
O Globo - Opinião

TEMA EM DISCUSSÃO: Direito autoral e de propriedade na internet
OUTRA OPINIÃO
CARLOS AFFONSO PEREIRA DE SOUZA

O problema não se resume a um maior ou menor respeito à criatividade

Ofuturo da regulação da internet passa pela discussão do papel dos direitos autorais. As propostas em tramitação no Congresso dos EUA conhecidas pelos acrônimos Sopa e Pipa representam um direcionamento complicado desse debate, já que impõem severas restrições a outros direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, a privacidade e o acesso à informação e ao conhecimento.

O movimento que impediu a sua iminente votação, liderado por um blecaute de importantes sites, não é menos complexo e vai além da oposição entre Hollywood e o Vale do Silício.

O blecaute foi o plano B. O processo legislativo que gerou Sopa e Pipa tem na sua essência um cabo de guerra entre diversos interesses nem sempre evidentes. Os projetos só foram levados à votação porque as empresas de tecnologia perderam o primeiro round. Restou então adotar a estratégia de comunicação dos riscos de tais leis ao funcionamento da rede, o que transformou todo internauta em um potencial ativista.

Na raiz do problema não está um maior ou menor respeito aos direitos autorais, mas formas diferentes de compreender a produção intelectual, cada vez mais apoiada em modelos colaborativos que, a partir de obras alheias, geram críticas, sátiras, "mashups" e "memes" disseminadas na internet através das redes sociais e sites de fotos e vídeos. Tais conteúdos e espaços, nos quais muitos (e especialmente as novas gerações) desenvolvem suas referências e se comunicam, dependem de um ambiente jurídico no qual se preserve a possibilidade de criação, transformação e compartilhamento.

Se aplicados os termos vagos de leis como Sopa, esses sites poderiam ser retirados do ar sem questionamentos sobre a existência de fair use ou motivações sustentadas por outros direitos fundamentais. As leis sobre direitos autorais precisam conciliar a proteção do investimento com a percepção de que a própria criação intelectual se transforma.

A pirataria e o discurso criminalizante correlato, por outro lado, prestam um desfavor à compreensão do tema ao tratar como iguais práticas radicalmente distintas, confundindo usos legítimos, como para fins educacionais, com aqueles que transformam a infração à propriedade intelectual em atividade industrial.

O debate nos EUA prosseguirá e resta saber se o blecaute terá servido apenas para elevar o poder de fogo do Vale do Silício no Congresso dos EUA ou se alguma participação da coletividade de agentes, cujos interesses divergem, mas são coincidentes no repúdio aos projetos, será aproveitada a longo prazo.

No Brasil, a discussão sobre o projeto do Marco Civil da internet, atualmente na Câmara dos Deputados, representa uma verdadeira lei "anti-Sopa". Gerado por um processo colaborativo na rede, ele aponta para outra direção no debate sobre direitos autorais. Ao contrário do Sopa, que ao tratar de direitos autorais atinge vários outros direitos, o Marco Civil dispõe sobre princípios e direitos fundamentais, criando assim o ambiente para uma regulação equilibrada do direito autoral na internet.

CARLOS AFFONSO PEREIRA DE SOUZA é vicecoordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV.

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Internet
Restará apenas "lixo"
O Globo - Opinião


TEMA EM DISCUSSÃO: Direito autoral e de propriedade na internet
NOSSA OPINIÃO

Falsa acusação de ‘censura’ encobre pontos fundamentais no debate

Um mérito do movimento deflagrado na rede mundial de computadores contra dois projetos de lei em tramitação no Congresso americano, Sopa e Pipa — acrônimos de Stop On-line Piracy Act e Protect Intellectual Property Act —, foi chamar a atenção para a questão fundamental da necessidade de respeito aos direitos de propriedade e autorais na internet. O aspecto negativo ficou com a tentativa — exitosa, reconheça-se — de desqualificar as duas propostas, tachando- as, espertamente, de instrumentos de “censura”.

O centro do debate, no entanto, é bem outro, e independe de detalhes de dois projetos, acusados de serem draconianos.

O xis da questão é como proteger e remunerar de forma devida autores e proprietários de todos os conteúdos que transitam na rede. Não é questão simples, menos por aspectos tecnológicos, e mais por uma cultura equivocada difundida no meio que considera textos, fotos, vídeos, o que seja, gratuito. Circulou na internet, é de graça. Lembra outro tipo de entendimento distorcido: se é dinheiro público, não tem dono.

A pirataria no mundo da música e do vídeo é bastante conhecida. Impulsionada pelos avanços na tecnologia digital, a indústria do roubo de direitos nestes dois mercados prosperou, a ponto de conceitos e formatação dos negócios terem mudado, principalmente na gravação, edição e comercialização de músicas. A indústria do cinema não fica muito atrás, com a comercialização de produtos via internet, para repor, pelo menos em parte, o faturamento que se esvaiu para quadrilhas piratas espalhadas pelo mundo.

É reacionário e ilusório ir contra o avanço. Seria repetir, agora de forma cômica, o ataque de operários a máquinas, na Inglaterra, na revolução industrial. A modernização de processos no setor produtivo — de tudo, de bens e serviços — e infinitas possibilidades de acesso e disseminação de informações e opiniões são conquistas históricas da Humanidade, parte de uma nova revolução; esta, pós-industrial. A questão em foco é até simples: quem paga a conta.

A disseminação da cultura do gratuito chegou a encobrir, durante um tempo, este ponto. Mesmo na mídia impressa, uma das primeiras atividades a serem afetadas pela expansão do mundo digital, chegou-se a desenhar cenários nos quais o crescimento exponencial dos acessos a seus produtos na internet permitiria a venda adicional de espaço publicitário. A evolução do setor desmentiu a suposição, e hoje os grandes grupos de comunicação mundiais começam a cobrar por este acesso.

E passam a fechar o acesso livre a seus conteúdos também pelos chamados “motores de busca” ou “agregadores de conteúdo”, como Google, o maior deles. Faturamentos de bilhões de dólares foram construídos com base nesse material, resgatado sem pagamento das versões digitais de veículos de grandes e antigos grupos de comunicação. Ao combater a pirataria, os dois projetos de lei americanos acertam o alvo. Se são draconianos, que se negocie atenuações. O objetivo, inatacável, é que autor e dono de textos, música, imagens sejam pagos pelo uso de sua produção.

Sem isso, as usinas de produção de conteúdos fecharão as portas. Não seria do interesse das grandes empresas digitais. Afinal, se desestabilizarem a produção de textos, músicas e imagens, terão apenas “lixo” para trafegar na rede mundial.

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Imprensa
A hora da credibilidade
O Estado de S.Paulo - Opinião


06 de fevereiro de 2012 | 3h 08

Carlos Alberto di Franco - O Estado de S.Paulo

Arrogância, precipitação e superficialidade têm sido, na opinião de James Fallows, autor do afiadíssimo Detonando a Notícia, a marca registrada de certos setores da mídia norte-americana. A crítica, contundente e despida de corporativismo, continua produzindo reações iradas, alguns aplausos entusiásticos e, sem dúvida, uma saudável autocrítica. A síndrome não reflete uma idiossincrasia da imprensa estadunidense. Trata-se de uma doença universal. Também nossa. Reconhecê-la é importante. Superá-la, um dever.

Fallows questiona, por exemplo, a aspiração de exercer um permanente contrapoder que está no cerne de algumas matérias. O jornalismo doutrinário do passado, vestígio dos baronatos da imprensa, ressurge, frequentemente, sob o manto protetor do dogma do ceticismo. A investigação jornalística não brota da dúvida necessária, da interrogação inteligente. Nasce, muitas vezes, de uma enxurrada de preconceitos.

Há um ceticismo ético, base da boa reportagem investigativa. É a saudável desconfiança que se alimenta de uma paixão: o desejo dominante de descobrir e contar a verdade. Outra coisa, bem diferente, é o jornalismo de suspeita. O profissional suspicaz não tem "olhos de ver". Não admite que possam existir decência, retidão, bondade. Tudo passa por um crivo negativo que se traduz numa incapacidade crescente de elogiar o que deu certo. O jornalista não deve ser ingênuo. Mas não precisa ser cínico. Basta ser honrado, independente.

A fórmula de um bom jornal reclama uma balanceada combinação de convicção e dúvida. A candura, num país marcado pela tradição da impunidade, acaba sendo um desserviço à sociedade. É indispensável o exercício da denúncia fundamentada. Precisamos, independentemente do escárnio e do fôlego das máfias da vida pública, perseverar num verdadeiro jornalismo de buldogues. Um dia a coisa vai mudar. E vai mudar graças também ao esforço investigativo dos bons jornalistas. Essa atitude, contudo, não se confunde com o cinismo de quem sabe "o preço de cada coisa e o valor de coisa alguma". O repórter, observador diário da corrupção e da miséria moral, não pode deixar que a alma envelheça. Convém renovar a rebeldia sonhadora do começo da carreira. O coração do foca (gíria para jornalista iniciante, novato) deve pulsar em cada matéria.

A precipitação é outro vírus que ameaça a qualidade informativa. Repórteres carentes de informação especializada e de documentação apropriada ficam reféns da fonte. Sobra declaração, mas falta apuração rigorosa. A incompetência foge dos bancos de dados. Troca milhão por bilhão. E, surpreendentemente, nada acontece. O jornalismo é o único negócio em que a satisfação do cliente (o leitor) parece interessar muito pouco.

O jornalismo não fundamentado em documentação é o resultado acabado de uma perversa patologia: o despreparo de repórteres e a obsessão de editores pelo fechamento. A chave de uma boa edição é o planejamento. Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as entrevistas são feitas por telefone e já não se olha nos olhos do entrevistado, está na hora de repensar todo o processo de edição.

O culto da frivolidade e a submissão à ditadura dos modismos estão na outra ponta do problema. Vivemos sob o domínio do politicamente correto. E o dogma do politicamente correto não deixa saída: de um lado, só há vilões; de outro, só se captam perfis de mocinhos. E sabemos que não é assim. O verdadeiro jornalismo não busca apenas argumentos que reforcem a bola da vez, mas, também, com a mesma vontade, os argumentos opostos. Estamos carentes de informação e faltos da boa dialética. Sente-se o leitor conduzido pela força de nossas preferências ideológicas.

Por outro lado, ao tentar disputar espaço com o mundo do entretenimento, a chamada imprensa de qualidade está entrando num perigoso processo de autofagia. A frivolidade não é a melhor companheira para a viagem informativa. Pode até atrair num primeiro momento, mas depois, não duvidemos, termina sofrendo arranhões irreparáveis no seu prestígio.

Registremos, ademais, os perigos do jornalismo de dossiê. Os riscos de instrumentalização da imprensa são evidentes. Por isso é preciso revalorizar, e muito, as clássicas perguntas que devem ser feitas a qualquer repórter que cumpre pauta investigativa: checou? Tem provas? A quem interessa essa informação? Trata-se de eficiente terapia no combate ao vírus da leviandade. O esforço de isenção, no entanto, não se confunde com a omissão. O leitor espera uma imprensa combativa, disposta a exercer o seu intransferível dever de denúncia. Menos registro e mais apuração. Menos fofoca e mais seriedade. Menos espetáculo de marketing político e mais consistência.

Finalmente, precisamos ter transparência no reconhecimento de nossos equívocos. Uma imprensa ética sabe reconhecer os seus erros. As palavras podem informar corretamente, denunciar situações injustas, cobrar soluções. Mas podem também esquartejar reputações, destruir patrimônios, desinformar. Confessar um erro de português ou uma troca de legendas é fácil. Mas admitir a prática de atitudes de prejulgamento, de manipulação informativa ou de leviandade noticiosa exige coragem moral. Reconhecer o erro, limpa e abertamente, é o pré-requisito da qualidade e, por isso, um dos alicerces da credibilidade.

A força de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista diária. A credibilidade não combina com a leviandade. Só há uma receita duradoura: ética, profissionalismo e talento. O leitor, cada vez mais crítico e exigente, quer notícia. Quer informação substantiva.

*DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO. E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

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Imprensa
Populares impulsionam a venda de jornais no Brasil
O Tempo - Belo Horizonte - Economia


O TEMPO e o Super respondem por 64,7% do mercado em Minas Gerais Publicado no Jornal OTEMPO em 06/02/2012
DA REDAÇÃO

Pelo segundo ano consecutivo, o jornal Super Notícia alcançou o posto de publicação com a maior circulação nacional. A média de venda de 300.237 exemplares por dia em 2011 foi fundamental para alavancar o crescimento no consumo de jornais impressos em todo o país - uma alta de 3,5%, saltando de 4,2 milhões de exemplares dia para 4,4 milhões.

Líder do mercado nacional, o tabloide mineiro volta a desbancar pelo segundo ano seguido a liderança da "Folha de S. Paulo", que ocupou a primeira posição no ranking dos impressos por 24 anos. Em 2011, a participação do Super na leitura dos mineiros alcançou a marca significativa de 56,17%, segundo dados apurados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC).

"Os jornais classificados como populares, com o preço inferior a R$ 0,99, foram, de fato, o motor do crescimento dos impressos. Eles representaram 10,3% dessa alta de vendas, enquanto o grupo dos veículos com valores acima de R$ 2 registrou alta de 1,6% e os considerados intermediários entre R$ 1 e R$ 2 ficaram estáveis, com índice de 0,3%", ressalta o presidente do IVC, Pedro Martins Silva.

Para ele, uma parcela da população - graças à melhoria de seu poder aquisitivo - ganhou mais capacidade de leitura nos últimos anos, além de compreender melhor o valor de se manter atualizada. "Outro fator que contribuiu para esse desenvolvimento dos populares foi a distribuição feita pelas empresas de jornalismo em grandes pontos de tráfego de pessoas", explica Pedro Martins Silva.

Para o diretor-executivo da Sempre Editora, Heron Guimarães, corresponder à expectativa do leitor é um dos principais fatores que fazem do Super Notícia o veículo impresso mais vendido em Minas e também no Brasil. "Temos o nosso ‘prestígio’ no Estado. Isso porque há uma fidelização pelo conteúdo, pelas promoções e também pelo preço. Quanto aos jornais com valores mais elevados, se não tiverem conteúdo suficiente que justifique o preço, com certeza, vão cair".

Ainda segundo o diretor-executivo da Sempre Editora, mesmo sendo um jornal de segmento popular, o Super Notícia já ultrapassou o principal concorrente classificado pelo IVC em Minas também no número de leitores das classes A e B.

Grupo. O jornal O TEMPO, também editado pela Sempre Editora, é o terceiro colocado no ranking estadual, com uma participação de 8,53% no mercado mineiro. Juntos, o Super e O TEMPO responderam pelas vendas de 64,7% de todos os jornais impressos, em Minas Gerais, em 2011.

Crescimento e fidelização
"Os jornais classificados como populares, com o preço inferior a R$ 0,99, foram, de fato, o motor do crescimento dos impressos", Pedro Martins Silva.

Presidente do Instituto Verificador de Circulação (IVC)

"Temos o nosso prestígio no Estado. Isso porque há uma fidelização pelo conteúdo, pelas promoções e também pelo preço", Heron Guimarães.
Diretor-executivo da Sempre Editora.

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TV Pública
Palanque para os vereadores
O Estado de S.Paulo -Opinião


05 de fevereiro de 2012 | 6h 53

Um palanque eletrônico de custo zero para o beneficiário, mas altamente oneroso para o contribuinte e danoso para a lisura do processo eleitoral. É nisso que se transformará a TV Câmara, sustentada pelos contribuintes paulistanos, quando passar a transmitir também eventos externos dos nobres vereadores, além das atividades por eles normalmente exercidas no Palácio Anchieta, sede do Legislativo municipal.

Não é simples coincidência o fato de essa ampliação das funções da emissora de televisão da Câmara paulistana ocorrer em ano de eleição, na qual 52 dos 55 vereadores tentarão renovar seus mandatos.

O primeiro a se beneficiar da ampliação das tarefas da TV Câmara foi o presidente da Casa, vereador José Police Neto. Dois eventos de que Police participou no fim de janeiro – um debate na Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana, e uma caminhada pelo centro da cidade na véspera do aniversário da cidade – foram gravados pela TV Câmara. Durante a caminhada, além de dar entrevista à emissora, o presidente da Câmara foi aplaudido por ter organizado o evento.

Police Neto disse ao Estado (2/2) não ver problemas nesse tipo de cobertura pela TV Câmara. "As atividades do mandato não se resumem ao plenário", tentou justificar-se. "Eu não posso parar de trabalhar e de divulgar as ações legislativas por causa do período eleitoral." E acrescentou que os jornalistas que acompanham os trabalhos dos vereadores limitam sua cobertura aos eventos realizados no Palácio Anchieta.

Um membro da oposição ouvido pelo jornal observou que muitas atividades externas dos vereadores "têm pouco a ver com a atividade parlamentar". Já representantes de movimentos sociais que atuam na Câmara Municipal alertaram para o fato de que a gravação de eventos externos dá aos vereadores a oportunidade de aumentar sua exposição pública em ano eleitoral. O material gravado poderá ainda ser apresentado no site do vereador interessado. Para os candidatos à reeleição, é uma forma de propaganda gratuita – de graça para eles, ressalve-se, não para os contribuintes – à qual não terão acesso os demais candidatos.

A oposição critica ainda o fato de que alguns vereadores poderão ser beneficiados em detrimento de outros. "Quem comanda a estrutura (da TV Câmara)? Nós é que não somos", disse um vereador oposicionista.

A isso, o cidadão paulistano poderia acrescentar: e se fosse a oposição que comandasse a emissora, o que mudaria na essência?

Nada. Apenas seriam outros os beneficiários de uma medida que só se explica pelas vantagens eleitorais que os vereadores, ou uma parte deles, assegurarão para si mesmos, prejudicando os demais candidatos à custa do contribuinte.

A criação da TV Câmara, bem como de emissoras ligadas a outras Casas legislativas, decorre de uma lei aprovada em 1995, pela qual o Poder Legislativo tem direito a um canal de televisão gratuitamente.

No caso da Câmara Municipal de São Paulo, o objetivo inicial era transmitir as sessões plenárias e promover debates sobre projetos de lei em tramitação e temas de interesse dos munícipes, como forma de aproximar os vereadores da população da cidade. Sua criação tinha também o objetivo de recuperar a imagem da Casa, desgastada pela baixa produtividade, denúncias contra vários de seus membros e seu alto custo.

Os vereadores paulistanos já dispõem de imensos benefícios pagos pela população, como verba de gabinete, possibilidade de contratação de 19 funcionários, acesso à rede de computadores e até assessoria jurídica quando necessário.

Na prática, a TV Câmara acabou por se transformar em mais um benefício, de natureza eleitoral, para os vereadores, pois lhes deu acesso a um meio gratuito de divulgarem suas atividades.

A Câmara Municipal precisa mostrar ao público o que faz para beneficiá-lo. Mas, no caso das coberturas de eventos externos pela TV Câmara, quem vai decidir o que é trabalho parlamentar e o que é ato puramente eleitoral? Serão, claro, os próprios interessados em se mostrar para o eleitor.

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TV Paga
Para Ancine, Sky tem postura "extrativista"
Folha de São Paulo -Ilustrada


Em entrevista à Folha, Manoel Rangel, presidente da agência, critica operadora contrária à nova lei da TV paga

Regulamentação deve entrar em vigor em abril e traz mudanças como cotas para canais brasileiros em pacotes

MATHEUS MAGENTA
ELISANGELA ROXO
DE SÃO PAULO

Os mais de 11 milhões de assinantes de TV paga no país só sentirão as mudanças trazidas pela nova lei do setor (nº 12.485) em abril, quando deve entrar em vigor sua regulamentação.

Enquanto novidades como cotas no horário nobre para programas nacionais não começam a valer, as partes envolvidas na discussão (canais, operadoras, produtoras, consumidores e agências reguladoras) tentam entrar em acordo. Ou quase isso.

"Aqueles que rejeitam a ideia de carregar conteúdo nacional dentro do solo brasileiro retomam a imagem do velho colonizador extrativista que aportou no país há mais de 500 anos."

Essa é a opinião de Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), que, em entrevista à Folha, explicou pontos polêmicos da lei e criticou a Sky, que entrou na Justiça contra o texto (leia ao lado).

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Folha - A Ancine tem 'know-how', equipamentos e pessoal suficientes para fiscalizar o cumprimento da lei assim que a regulamentação começar a vigorar, em abril?
Manoel Rangel - Nós estamos em condições de acompanhar a implementação da lei desde o primeiro momento. Mas só começaremos a cobrar os mecanismos que a lei estabeleceu, como o cumprimento das cotas, 90 dias depois que editarmos seu regulamento.

Como o sr. avalia os questionamentos de operadoras sobre pontos da lei, como a cota para a produção brasileira? São legítimos?
Há apenas uma operadora que questiona isso. É um grupo que se beneficiou de uma situação...

Qual?
A Sky. Apenas esse grupo se posiciona contra. Coincidentemente é o grupo que mais se beneficiou do atraso do desenvolvimento do mercado de TV por assinatura no Brasil, se beneficiou de uma situação quase monopolista.

Por conta da fusão da Sky com sua concorrente, a Directv.
Exatamente. Então, eles têm a tradição de ser um grupo americano de controle de mídia, que tem, portanto, a ideia de maximização de resultados econômicos e de extração. É uma postura extrativista em relação ao mercado brasileiro e à sociedade brasileira. A maior parte das operadoras vê com bons olhos o compromisso de carregamento com conteúdo brasileiro. Então, foram parceiras no processo de aprovação da lei.

Estima-se que sejam arrecadados R$ 400 milhões por ano com a contribuição prevista na lei. O que será feito com esse dinheiro?
Vamos investir na produção de centenas de horas de obras audiovisuais, com as quais nós pretendemos contribuir para o cumprimento das obrigações de carregamento de conteúdo brasileiro e com as quais pretendemos turbinar o mercado audiovisual brasileiro.

O investimento na produção audiovisual será via editais?
Não será exatamente por editais, mas via mecanismos de seleção pública, seja em fluxo contínuo, seja em edital, seja em parceria com organizadores de produção de conteúdo.

Quanto a Ancine prevê que a lei irá gerar em investimentos privados no setor?
Prefiro não fixar um valor, mas está na casa das centenas de milhões ou do bilhão.

Empresas do setor audiovisual dizem que a lei não é clara sobre o que é uma produção independente, o que pode dificultar investimentos.
Só quem pode cumprir a cota de produção independente é o produtor independente que esteja no controle econômico da obra. O que é controle econômico? É você ser aquele que tem o pleno direito de exploração econômica da obra. Ou seja, a lei quer que essas empresas não apenas produzam conteúdo mas que também tenham o usufruto econômico da obra.

Haverá medidas para evitar que as reprises sirvam para preencher as cotas de horário para programas brasileiros?
Nada contra a ideia de reprisar o conteúdo, mas não exageradamente e não para cumprir cota. A gente entende que algum grau de reprise é desejável. O próprio cidadão espera que uma obra que ele quer ver não esteja num único horário.

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Televisão
Sementes da discórdia
Correio Braziliense -TV


PONTO DE VISTA »

Fator fundamental na composição de tramas de ficção, a intriga também se faz presente nos "shows de realidade"

Chico Neto
Publicação: 05/02/2012 02:00

Entra ano, sai ano, quem não deixa a cena no argumento da teledramaturgia é o fator intriga, artigo fundamental para compor uma trama. Mas, às vezes, esse recurso sobrecarrega o contexto. Eis aí a semente da discórdia, por exemplo, alimentando a usina de perfídias em Fina estampa, na Globo. Pratica-se ali um culto ao exagero.

O interessante da novela de Aguinaldo Silva é o fato de ocupar o horário nobre da emissora aberta de maior audiência, mostrando, em um enredo razoavelmente bem costurado, que ninguém é uma coisa só. Mas nem essa boa sacada sobrevive ao esplendor de araque das cenas dos personagens disseminadores de sordidez, como Tereza Cristina (Christiane Torloni), Marcela Coutinho (Suzana Pires), Ferdinand (Carlos Machado), Teodora (Carolina Dieckmann), Zuleika (Juliana Knust)... Em comum, todos do núcleo dos malvados têm um pé no pastelão. E conquistam audiência.

A intriga não compõe só argumento de novela. Na Band, amanhã é o dia de Mulheres ricas, o show de realidade que mostra cinco poderosas do eixo Rio-São Paulo esbanjando dinheiro em todo tipo de luxo e querendo mais. Estão juntas a piloto de Fórmula Truck Débora Rodrigues, ex-sem-terra que ganhou fama ao posar nua para a Playboy; a socialite carioca Narcisa Tamborindeguy, a joalheira Lydia Sayeg, a arquiteta Brunete Fraccaroli (que dá água em copo de cristal à sua cadela maltês Sissi) e, para arrematar, a deslumbrada empresária Val Marchiori, que para tudo exclama “helloo”.

Na última segunda-feira — Deus é grande, esse programa só vai ao ar um dia por semana —, Val falava mal de Débora, a quem convidara para acompanhá-la a uma “comprinha básica”: loja da Bentley, a marca britânica de alguns dos mais caros automóveis do mundo. Comentou que o traje da colega não estava adequado. “Muito mal arrumada. Se fosse na minha loja, eu ia achar que era trombadinha”, destilou. Em outra tomada, criticou Débora e Lydia, que haviam saído para fumar quando estavam em um restaurante. “Acho muito brega.”

Intriga também foi o vinho em que se curtiu a minissérie O brado retumbante, exibida pela Globo em oito sensacionais episódios. Domingos Montagner vive Paulo Ventura, advogado ativista dos direitos civis que denuncia um esquema milionário de corrupção em um blog, candidata-se e se elege deputado federal com votação expressiva, assume a Presidência da República quando o presidente e o vice morrem em um acidente e, desse dia em diante, passa a representar uma ameaça ao extenso esquema de corrupção do governo. Sua vida vira um inferno.

É tênue a diferença entre a abordagem que faz sucesso ao incluir a discórdia em sua receita da novela, do show de realidade e da minissérie. Novela brasileira tem muitos capítulos, muitos personagens e muito tempo para explorar vilanias e trabalhar intrigas desencadeadoras de histórias. Minisséries, também oficialmente obras de ficção, precisam ser mais depuradas e ágeis para desenvolver o mal. Já nos reality shows, em diferentes gradações, existe o incentivo ao barraco. Conspirar é quase preciso. Mas, como na vida real, também é escolha. Como bem mostrou a minissérie da Globo, ao abordar, em tom de ficção, o que de fantasioso não tem nada.

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Televisão
Nem Iemanjá foi poupada
O Globo -O País


Criminosos assustaram ontem a população de Barreiras, oeste baiano, com disparos contra a fachada de duas agências do Banco do Brasil e contra a TV Oeste (afiliada da Rede GLOBO).

Dono de um mercado no bairro Vila Rica, Fernando Vieira, de 41 anos, disse que está fechando a loja mais cedo. — Vivemos com medo, mesmo com os PMs trabalhando, pois eles não dão conta de tudo. Agora, não estou nem querendo abrir as portas — disse, ressaltando que tem ouvido muitos tiros à noite.

A situação de pânico também desencadeou medidas preventivas, como o cancelamento das aulas na Faculdade Unyhana, amanhã. Segundo o diretor Leonardo Almeida, no início da semana a direção avaliará as condições da segurança na cidade para decidir quando retomar as aulas.

Às 3h de sábado, a loja Top Móveis, no bairro do Cabula, foi arrombada e incendiada. De acordo com moradores, os bombeiros, quando informados sobre o incêndio, se recusaram a ir ao local sem escolta da polícia e só apareceram horas mais tarde.

O supermercado G Barbosa também foi saqueado na madrugada de sábado.

Foram levados televisores, computadores e bebidas. Foram registrados ainda mais dois arrombamentos durante a madrugada: na loja da Cesta do Povo e na Ricardo Eletro.

Nem a Casa de Iemanjá, na colônia de pescadores do Rio Vermelho, foi poupada . Na manhã de sábado, criminosos arrombaram a janela da casa e levaram o cofre com aproximadamente R$ 600 em moedas, depositadas pelos fiéis na quinta-feira, Dia de Iemanjá.

Da Agência A Tarde

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Televisão
Greve de fome de Pedro Rios em frente à Globo segue no 8º dia com sofrimento e moral em al
Correio do Brasil -Política

5/2/2012 12:19,
Por Redação - do Rio de Janeiro

Os efeitos de uma semana sem comer, dormindo ao relento, no desconforto de uma algema e o chão que lhe resta para algumas parcas horas de sono, no sobressalto da Rua Von Martius, em frente à sede nacional da TV Globo, surgem apenas no texto do cineasta Pedro Rios Leão, com a greve de fome chegando ao oitavo dia. O moral do rapaz de vinte e poucos anos, que assistiu ao massacre ocorrido em Pinheirinho, na progressista cidade paulista de São José dos Campos, promovido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Municipal, este não dá sinais de cansaço. A luta pela intervenção federal naquela área, após dias de terror, em que mulheres e crianças foram desalojadas de suas casas e atirados em abrigos improvisados, à força de balas de borracha e munição real, continua até quando Pedro não puder mais.

Em seu telefone celular e com acesso às redes sociais, Pedro segue adiante com o apoio daqueles que valorizam o seu ato de protesto:

“São vocês que me mantêm de pé e me fazem achar que vale a pena me meter nessa m. toda. Ontem acordei mal, menos pela fome, mais pelo fato de querer minha vida de volta. Chorei querendo acordar na minha cama, beber com os amigos, conversar com os amores e sair do massacre que eu estou vivendo desde o dia 23. Ontem, a luta me mostrou que vale a pena, no meu momento de maior desanimo até aqui. Mas eu sonho em voltar para a minha vida, longe, muito longe do centro nervoso desse massacre”, escreveu Pedro Rios em sua página no Facebook.

Ele relata, ainda, que os efeitos físicos da privação absoluta de alimentos começam a dar sinais:

“Não comer é muito mais fácil do que comer pouco. Não sinto mais fome, só saudade da comida. Ainda estou de pé, e muito motivado, mas alguns incômodos (minha garganta, cansaço, e tontura ao levantar) começam a ficar mais fortes”.

Pedro Rios também lembra o que o levou a iniciar o protesto que já mobiliza milhares de brasileiros. Atos em apoio aos moradores de Pinheirinho e de solidariedade ao sacrifício dele pontuam eventos realizados em várias cidades brasileiras. Bicicletaço no Rio, manifestações em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. O apoio que conquista à cada dia, no entanto, não diminuem o seu desejo de retomar o ritmo normal de vida, mas sabe que a manifestação é necessária no cumprimento do objetivo maior, que é a denúncia à violência cometida contra os pobres e a conivência da mídia conservadora.

“Eu queria estar em casa, mas estou preso em uma luta quase involuntária e desesperadora. Antes de sair para São José dos Campos de Concentração, eu cheguei a aparar a barba para ajudar a conversar com a polícia. A realidade caiu em mim como um raio, e eu realmente não planejei o que fazer, apesar de analisar cotidianamente a m. de ter caído no centro de uma tragédia e a minha responsabilidade perante isso. Eu posso ser um idiota, isso sinceramente não me importa, mas não vou carregar um massacre nas costas”, protesta.

Em seu manifesto, Pedro pede que todos se mobilizem contra os verdadeiros alvos da revolta quanto à violência cometida contra os moradores de Pinheirinho:

“Vamos me esquecer e falar de : Geraldo Alckmin, Eduardo Cury, Naji Nahas, Márcia Loureiro, César Peluso, Daniel Dantas, e como fica evidente que certos aparelhos midiáticos fazem a gente de otário por mais de 40 anos. Como a ausência absoluta de qualquer postura decente, de qualquer orgão institucional, deixa claro que não há lei no Brasil”.

Em apoio a Pedro Rios, artistas realizaram uma série de eventos no local onde ele se encontra em greve de fome.

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Televisão
CASA DO ESPORTE
O Estado de S.Paulo -Caderno 2


Fox estreia novo canal em meio a imbróglio com operadoras

Com a missão de ajudar a dobrar a participação da Fox no Brasil em três anos, estreia hoje, às 10 horas, o canal Fox Sports, que vai tomar o lugar do automobilístico Speed Channel no line up das operadoras de TV paga. Até o fechamento desta edição, porém,apenas Embratel, Oi TV e GVT estavam confirmadas informalmente como exibidoras do novo canal. Net e Sky – operadoras ligadas à Globosat – ainda estãoem negociação com a Fox, o que pode levar mais tempo, já que estão em jogo os interesses do SporTV, canal da Globosat que perdeu os diretos da Copa Libertadores da América para a concorrente.

Além da Libertadores, o Fox Sports conta com mais futebol nagaveta:a CopaSul-Americana e a Série A dos campeonatos inglês e italiano.
Ao Estado,o vice presidente do canal no Brasil, Eduardo Zebini, fez mistério, mas revelou que, ainda em fevereiro, deve fechar com outro campeonato internacional.


Outros eventos exclusivos são o Brasil Open de Tênis,que começa no sábado, a Fórmula Nascare a Liga das Américas de basquete.

À base do Speed Chanel,de cerca de 6 milhões de assinantes, Zebini avisa que vai manter “o que há de melhor” no canal automobilístico, na faixa Speed, que deve durar cerca de duas horas.

Time. Em uma onda de contratações que movimentou o jornalismo esportivo, o Fox Sports montou um time que, por enquanto, conta com quatro narradores: Éder Reis (ex-RedeTV!), Hamilton Rodrigues e João Guilherme (ambos ex-SporTV) e Marcosde Vargas (ex-PFC). Como comentaristas, além do ex-árbitro Carlos Simon – que deixou o posto de coordenador executivo do Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande doSul – o canal conta com Paulo Julio Clement (ex-editor do jornal Marca), Rodrigo Bueno (ex- Folha de S. Paulo) e o ex-jogador Zinho, campeão de 1994, que já foi comentarista da Record.

Entre os apresentadores, estão Eduardo Elias (ex-Rock Gol, da MTV),Anita Paschkes(Ex-RedeTV!), José Ilan (ex-Globo) e Renata Cordeiro (ex-Record).

Também contratados como apresentadores, os atores Erich Pelitz (ex-Malhação) e Tammy Di Calafiori não têm programa fixo na grade, mas estão ali para, segundo Zebini,“apresentar e explicar as atrações” e criar uma identidade com o público jovem, ligado às redes sociais – apesar de o objetivo do canal ser “atingir todos os públicos”.

Ao todo, serão quase 200 profissionais, três programas diários, feitos nos dois estúdios do Cosme Velho, no Rio, e amparados por uma sucursal em São Paulo, que, quando necessário, terá o apoio da produtora Casablanca.

E, com a “praça” do Brasil, o canal – líder entre os esportivosda América Latina– passa a ter três polos latinos de produção, contando com México e Argentina.
/ ALLINE DAUROIZ

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Tecnologia
Chegaramos jogos online
O Estado de S.Paulo -Economia & Negócios


Com a banda larga, surgem novos tipos de entretenimento online, que podem ser compartilhados simultaneamente por milhares de participantes no mundo inteiro.

Nesse campo, a internet já dispõe de vasta oferta de games online gratuitos e pagos, mas nem sempre de boa qualidade, nem em português.

Coma expansão das redes de fibra óptica e o acesso ultrar rápido, no entanto, são oferecidos jogos online com muito melhor qualidade e em nossa língua. É esse tipo de games que está chegando ao Brasil, inicialmente com a GVT, mas que, num futuro próximo deverá ser oferecido por outras operadoras.

Como operadora de banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura, a GVTamplia agora sua oferta de conteúdos, com a parceria anunciada na semana passada com a Blizzard Entertainment, uma das maiores desenvolvedoras mundiais de jogos online, do grupo francês Vivendi, a que também pertence a empresa brasileira.

Com esse acordo, os usuários da fibra ópticada GVT, com maior velocidade, passam a ter a opção de participar de jogos como a versão em português do Worldof Warcraft,um dos jogos mais populares e de sucesso mundial e que pode reunir grande número pessoas ao mesmo tempo.

É um jogo do tipo MMORPG(sigla de Massive Multiplayer Online Role- Playing Game), que chega ao Brasil, inclusive com sua primeira expansão, The Burning Crusade. O World of Warcraft conta hoje com mais de 10 milhões de assinantes em todo o planeta.

O serviço. Os clientes da GVT que dispõem de acesso em alta velocidade poderão fazer assinaturas a partir de R$ 12,90 por mês e baixar sem custo a versão em português do World of Warcraft, com a possibilidade de optar por outros planos de assinatura com desconto para prazos maiores do que 30 dias.

Segundo o presidente da GVT, Amos Genish, a operadora conta hoje com 1,7 milhão de clientes com acesso à banda larga ultrarrápida, que, na verdade, proporciona a melhor experiência em jogos online: “Queremos aumentar ainda mais a percepção do valor de nossa banda larga por nossos clientes, ao unir o melhor em banda larga ao melhor em matéria de jogos online. Nosso plano é, ainda, popularizar o conceito de casa conectada, que visa conectar e integrar em uma única rede todos os aparelhos de uma residência, a velocidades de até 100 megabits por segundo (Mbps), bem como oferecer serviços de TV com protocolo IP da internet (IPTV) e jogos online.”

A era do conteúdo. O que a GVT faz é acelerar no Brasil a oferta de novos conteúdos em música, filmes e jogos, que é, aliás, a grande tendência mundial da internet em altas velocidades.
Como integrante do grupo Vivendi, a operadora conta como apoio de diversas empresas parceiras, produtoras e distribuidoras de conteúdos. Para ampliar esse mercado, a empresa só dependia da existência de uma infraestrutura de fibra óptica, de banda ultra larga, compatível com esses novos conteúdos.

Para Amos Genish, “a parceria representa mais um serviço de oferta de conteúdo e entretenimento sobre a banda larga, a exemplo do que já é oferecido na área de música, com conteúdo da Universal Music, desde outubro de 2010, quando a GVT lançou o Power Music Club, portal que oferece conteúdo com streaming ilimitado de músicas e clipes para clientes desse serviço”.

Os novos games online começam a ser ofertados nos 11 Estados brasileiros, onde a GVT atua e já conta com mais de 5 milhões de assinantes. No Estado de São Paulo, especificamente, aoperadora já está presentenas seguintes cidades: Mauá, Campinas, Santo André, Guarulhos, Osasco, Sorocaba, Votorantim, Piracicaba, Jundiaí e São Bernardo do Campo.

Cuidado com jogos. Uma observação dos educadores que deve ser feita a todos os pais sobre os videogames e jogos online é quanto ao risco de seus filhos menores acessarem games inadequados, com excesso de violência.
Essa área exige permanente atenção da família.

Ébomque os pais saibam, por exemplo, que um jogo como World of Warcraft não se destina a crianças ou adolescentes.
Tanto assim que a idade média de seus usuários é de 30 anos.
O ponto de maior interesse dos novos jogos online está na competição com centenas ou milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, em games que exigem raciocínio, rapidez de decisão e intuição.

Outra advertência é quanto aos jogos de azar, que nada têm a ver com os games que serão oferecidos pelas operadoras de telecomunicações, mas que trazem o risco inegável de atrair muitos incautos, seduzidos pela ilusão de ganhar muito dinheiro na internet. A regra geral é o prejuízo total para esses jogadores.

Além de ilegais, os jogos de azar online podem viciar jovens e trazer prejuízo financeiro.

A ultravelocidade. O que é interessante como tendência no uso da fibra óptica no Brasil – onde já existem pelo menos 5 milhões de usuários – é a variedade de novos serviços e de novos conteúdos que podem ser levados a cada cidadão e suas vantagens reais. Além de música online e dos filmes, como o Netflix ou de IPTV, sob demanda ou pay per- view, a fibra óptica proporciona os melhores serviços para a casa conectada.

Com a disponibilidade de 50 ou até 100 megabits por segundo (Mbps),poderemos conectar praticamente todos os equipamentos e dispositivos de comunicação, entretenimento e segurança de nossas casas.

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Maior vitrine publicitária, comercial no Super Bowl custa US$3,5 mi
Portal Terra -Esportes


05 de fevereiro de 2012 • 09h38 • atualizado às 12h20

Mais de 100 milhões de pessoas atentas ao jogo e quatro horas de televisão com constantes interrupções. Assim é o Super Bowl, a final da Liga de Futebol Americano (NFL), uma perfeita vitrine publicitária onde um espaço de 30 segundos no ar custa US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 6,1 milhões).

Um desses anúncios pode envolver o público e levá-lo a falar sobre o assunto durante semanas, até meses, com um efeito correspondente sobre as vendas. Mas às vezes o investimento não é rentável.

"É uma grande aposta com um grande risco, embora sempre dependa do orçamento a ser tratado", disse Ana Matonte, diretora de publicidade da agência Arenas. "Investe-se uma quantia muito grande e nem sempre se recupera esse dinheiro. Mas é uma oportunidade única para expor o produto e colocá-lo na boca de todo o mundo", acrescentou.

Sua empresa administrou, no ano passado, a publicidade nos Estados Unidos da quarta edição do filme "Piratas do Caribe", que incluiu um anúncio no Super Bowl.

"Em geral são estreias exclusivas e todo mundo quer falar delas. Em muitos casos são o ponto de partida para muitas campanhas, e a resposta é significativa para o êxito final do produto", afirmou.

Nos Estados Unidos, quase ninguém tem escapatória. O evento televisivo do ano é ideal para reunir famílias, amigos e até os que não se interessam pelo esporte à frente da tv.

Há quem não se importe pelo jogo, mas goste do debate sobre qual é o melhor anúncio.

A edição de 2011, o 46ª Super Bowl, foi o programa mais visto da história no páis com uma audiência superior a 111 milhões de espectadores.

Ao longo do confronto deste domingo em Indianápolis, entre o New York Giants e o New England Patriots, serão vistos dezenas de anúncios de marcas de carros, bebidas, portais de internet e próximas estreias cinematográficas.

Além disso, o intervalo terá um show da cantora Madonna, que interpretará quatro músicas, na apresentação que contará com participações de Nicky Minaj e MIA.

Sem voltar muito no tempo, o grupo The Black Eyed Peas, que se apresentou durante o intervalo do Super Bowl de 2011, teve um aumento de 332% nas vendas da música "Where Is the Love" na semana posterior ao evento.

Os intervalos do jogo são marcados por performances históricas. Algumas por sua qualidade, como a de Michael Jackson em 1993, e outras pela polêmica que provocaram, como a de sua irmã Janet em 2004, quando mostrou um dos seios durante sua apresentação com Justin Timberlake.

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Publicidade na área médica
Folha de São Paulo -Cotidiano


Plantão Médico

JULIO ABRAMCZYK - julio@uol.com.br

A partir do dia 15 deste mês, entra em vigor a resolução 1.974/11 do CFM (Conselho Federal de Medicina), com novas normas para a publicidade na área médica.

Na resolução, editada como um manual, o CFM orienta como aplicar suas normas, visando cobrir lacunas na divulgação de temas de saúde.

A medida vai colaborar com a atuação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que sugere a interrupção da veiculação de anúncios antiéticos de médicos ou estabelecimentos de saúde, como vem acontecendo nos últimos anos.

São apresentados critérios gerais e específicos para publicidade em jornais, rádios, TV e internet, assim como relação com a imprensa, uso de redes sociais e atividades nos congressos médicos.

O capítulo das proibições diz que o médico não pode deixar de declarar "conflito de interesse" em palestras, reuniões e congressos. Deve explicitar ter recebido subvenções de empresas ou governos no estudo realizado.

O manual oferece também exemplos de anúncios e um capítulo de perguntas e respostas. Uma delas, entretanto, diz que "o diretor técnico deve zelar pelo cumprimento da resolução na instituição que dirige", o que pode sugerir a substituição de função do diretor clínico no controle da conduta do corpo clínico no estabelecimento médico.

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Mídia
Geraldo Corrêa assume plataforma de agronegócio do Grupo RBS
Zero Hora - Porto Alegre -Especial


05 de fevereiro de 2012 | N° 16970
COMUNICAÇÃO

Executivo deixa a vice-presidência RS para atuar a partir de São Paulo como sócio e presidente no segmento rural

O Grupo RBS promove neste começo de ano uma importante mudança na sua Diretoria Executiva. Com 29 anos de casa, o atual vice-presidente RS, Geraldo Corrêa, está deixando suas funções executivas na empresa para assumir como sócio e presidente da plataforma de agronegócio da RBS, por meio da qual o grupo é um dos líderes do mercado nacional no segmento agro em conteúdo, serviços e entretenimento.

Com 15 anos de protagonismo na agricultura e pecuária brasileiras, o Canal Rural, TV segmentada mais assistida pelos tomadores de decisão do setor, com 88 milhões de telespectadores potenciais, deu origem à plataforma de agronegócio da RBS, que inclui ainda o C2 Rural e o Rural BR.

– A RBS já é uma das líderes no segmento. Nosso desafio é ampliar essa participação, aproveitando o ciclo positivo de crescimento do Brasil, que tem o agronegócio como um dos pilares – afirma Geraldo, sobre sua novas responsabilidades.

Esse movimento marca também o começo de uma nova etapa na relação de Geraldo com a RBS, onde, como executivo, liderou projetos importantes nas áreas de jornal, rádio e televisão. Filho de Fernando Ernesto Corrêa, sócio e pioneiro na consolidação da RBS, junto com Maurício e Jayme Sirotsky, Geraldo sempre teve uma proximidade natural com o Grupo e com a família Sirotsky, embora sua carreira na empresa tenha se desenvolvido de forma independente.

– Além de o Geraldo ser um amigo muito querido e de termos convivido praticamente por toda a vida, somos muito gratos por sua contribuição à RBS. Em momentos decisivos de nosso projeto empresarial, sempre contamos com a competência, a seriedade e a postura ética do executivo de alta qualificação – afirma o presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky.

Ao longo da trajetória profissional na RBS, iniciada em 1983, Geraldo Corrêa participou de iniciativas como a valorização do conteúdo local nos veículos, a reformulação e ampliação da rede de rádio e televisão e a consolidação da rede de jornais. Em 2008, Geraldo assumiu a Vice-Presidência RS, responsável pelas áreas editorial, comercial e institucional, contribuindo para o fortalecimento do vínculo da RBS com o mercado gaúcho.

– Temos um compromisso permanente de liderança, qualidade e seriedade com o Rio Grande do Sul. Agora, também estamos felizes por compartilhar com um parceiro de tantos desafios nosso projeto no segmento do agronegócio – ressalta o vice-presidente executivo, Eduardo Sirotsky Melzer, que em caráter temporário acumula as responsabilidades pelo mercado do RS.

Além de passagens pelas principais áreas de negócios do Grupo RBS, Geraldo, que terá base em São Paulo, representou a empresa em importantes entidades da indústria da comunicação, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert).

– É bom termos um companheiro de tantos anos, ligado a nós por laços afetivos e por relações societárias por meio de seu pai, assumindo um campo de tantas perspectivas como o setor rural – afirma o presidente emérito do Grupo RBS, Jayme Sirotsky.

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Internet
US$ 100 bilhões para um país chamado Facebook
Gazeta do Povo - Curitiba -Economia


TECNOLOGIA

Esse é o valor de mercado estimado para o site, que vai abrir capital nos próximos meses e tem um número de usuários só inferior à população da China e da Índia

Se fosse um país, o Facebook teria a terceira maior população do mundo. Seus 845 milhões de usuários o deixariam atrás apenas da China e da Índia. É nesse público e em seu potencial de consumo que estão pensando os investidores de todo o mundo, que andam ansiosos pela oferta pública de ações da empresa. A capacidade da rede social de vender anúncios sob medida é quase sem igual. Imagine, por exemplo, que você publique um post anunciando que ficou noivo. Rapidamente, você passará a receber publicidade de produtos e serviços ligados a casamentos, de bolos a serviços de cerimonial, de vestidos a pacotes para a lua de mel. Quanto vale isso?

Pelas estimativas do mercado, algo entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões (de R$ 130 bilhões a R$ 170 bilhões, aproximadamente). Mas não é esse o valor da oferta inicial da empresa. A intenção de Mark Zuckerberg é levantar US$ 5 bilhões com a oferta inicial, valor que pode crescer bastante, dependendo da demanda – no mercado já se estima que o valor pode atingir US$ 10 bilhões. Vai demorar um pouco – quando registrou seu pedido de inscrição, a empresa não declinou prazos –, mas espera-se que esteja tudo pronto em maio.

Caso o Facebook consiga levantar US$ 10 bilhões, seu IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) será o maior de todos os tempos para uma empresa do setor de internet. A marca anterior era do Google, que levantou US$ 1,9 bilhão em 2004 e estabeleceu um valor de mercado de US$ 23 bilhões, à época. O prospecto também diz que o Facebook teve uma receita de US$ 3,71 bilhões em 2011. O lucro operacional foi de US$ 1,76 bilhão e o lucro por ação, de US$ 0,46. O fundador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, controla uma participação de 28%. Nada mau para um negócio que foi criado há oito anos em um dormitório de estudantes e que, até atingir seu estágio atual, sofreu ações judiciais por plágio e acusações de quebra de privacidade.

Embora cheguem ao mercado “de verdade” nos próximos meses, papéis do Facebook vinham sendo negociados a altos preços no mercado secundário. Alguns empregados e investidores dos primeiros anos da companhia haviam colocado ações à venda em plataformas do mercado de balcão, como o SecondMarket e o SharesPost, que permitem negócios com participações em empresas fechadas. Com base nos leilões do SharesPost, o preço de mercado do Facebook seria de US$ 84,1 bilhões. Outra estrela desse mercado, também ausente das bolsas (por enquanto), é o Twitter. Na sexta-feira, segundo o SharesPost, a rede de microblogs valeria US$ 10,6 bilhões.

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Internet
Google 2.0 quer sair da sombra
Folha de São Paulo -Mercado


Richard Waters

Com as atenções voltadas ao Facebook, gigante da web acelera mudanças na natureza de seus negócios

O momento dificilmente poderia ser mais propício para que o Google decidisse mudar.

Com a oferta pública inicial do Facebook, as atenções estão concentradas no mais novo queridinho da internet. O Google, por isso, vê-se na sombra pela primeira vez em muito tempo, ainda que seu faturamento e lucro sejam muito superiores aos do rival de redes sociais.

E isso torna o momento perfeito para que o Google conduza em ritmo forte a reforma que vem alterando a natureza de seus negócios.

No passado, o Google tinha uma única missão: transferir seus usuários o mais rápido possível a outros sites. Isso mudou. O novo Google prefere que você fique por lá durante algum tempo e quer descobrir novas maneiras de ganhar dinheiro com essas estadias. Ainda é difícil determinar que espécie de empresa virá dessa transformação.

Mas o fato de que o Google 2.0 está tomando forma rapidamente ficou claro com as notícias que surgiram em janeiro.

A primeira envolvia a integração entre o sistema de buscas do Google e a rede social Google+.

Submeter todo o seu conteúdo de rede social aos seus filtros de busca é a maneira perfeita de chamar a atenção dos usuários para o Google+. Se somarmos a isso a plataforma móvel Google Android, surge a possibilidade de tirar uma foto com o celular, realizar uma busca em seu computador usando o Google e ver a imagem que você acaba de registrar surgindo entre os resultados -e tudo isso sem que você precise tomar qualquer providência ativa.

No entanto, o Google não quer apenas usar conteúdo pessoal desse tipo para conduzir tráfego à sua rede; também quer usar seu serviço de busca para promoção escancarada de páginas de celebridades e certas companhias no Google+.

A segunda parte do golpe combinado foi a notícia de que as normas de privacidade do Google seriam radicalmente alteradas. Isso marca formalmente o fim de um longo período de proliferação descoordenada de serviços e o surgimento de um novo Google, integrado.

A mudança dotará o Google de uma base poderosa de informações sobre seus usuários, para vender aos anunciantes. Pela primeira vez, desde que o usuário opte por aderir, as escolhas que ele faz quanto a vídeos para ver no YouTube influenciarão a publicidade que lhe é exibida ao usar o serviço de busca.

No passado, iniciativas como essa teriam parecido quase predatórias. Porém, diante do pano de fundo da oferta de ações do Facebook, elas parecem defensivas. O Facebook, afinal, conta com o mais poderoso banco de dados integrado de informações pessoais, entre as empresas de web -e está disposto a fornecê-las aos anunciantes.

As preocupações antitruste quanto ao uso do domínio que o Google exerce sobre as buscas como forma de favorecer os demais serviços da empresa também vêm sendo atenuadas, em alguma medida, pela revolução que o Facebook proporciona no comportamento on-line.

Se o Google quiser se manter relevante para seus usuários, precisará evoluir.

É difícil avaliar que espécie de companhia o novo Google será, ainda que existam ecos claros de alguns de seus rivais. Há um traço de Microsoft, por exemplo, na tentativa de unir serviços diferentes, que ecoa a "inovação integrada" defendida por Bill Gates em seus anos finais à frente da empresa.

A evolução do Google também o aproxima da Apple, dada a nova ênfase em combinar design elegante e facilidade de uso, para experiências on-line que de outra forma poderiam se provar complexas.

Outra prioridade para o Google é imitar aspectos do sucesso do Facebook. E novas transformações podem surgir: a aquisição da Motorola Mobility conduzirá a companhia ao mundo do hardware, o que permitirá que ela desenvolva experiências ainda mais integradas de uso.

O caminho declarado pelo Google ao apresentar a documentação para sua oferta inicial de ações, há oito anos -"organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e utilizável"-, serviu como lema inspirador a toda uma geração de executivos e funcionários. Mas a declaração de propósitos que resume a nova orientação da empresa ainda não foi escrita.

RICHARD WATERS é editor no "Financial Times", jornal em que este texto foi publicado originalmente.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Imprensa
O "mensalão" e a ditadura da imprensa conservadora
Vermelho on line -Mídia


5 DE FEVEREIRO DE 2012 - 7H00

O editorial da revista Retrato do Brasil (fev/2012), com o título “Com a faca no pescoço, ou sem a faca?”, expõe, mais uma vez, o instinto ditatorial da grande mídia conservadora; ela pretende fazer o papel de polícia, tribunal e algoz de suas vítimas. E pressiona o STF a desrespeitar os autos e ir além dos delitos realmente praticados no chamado mensalão.

No final do ano passado, o jornalista Augusto Nunes relembrou no site da Veja.com um detalhe significativo da primeira plenária do Supremo Tribunal Federal que tratou do caso do mensalão, a sessão de aceitação da denúncia que abriu o inquérito naquela corte. Nas palavras de Nunes: “Às nove e meia da noite de 28 de agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski chegou ao restaurante em Brasília ansioso por comentar com alguém de confiança a sessão do Supremo Tribunal Federal que tratara da denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o escândalo do mensalão. Por ampla maioria, os juízes endossaram o parecer do relator Joaquim Barbosa e decidiram processar os 40 acusados de envolvimento na trama. Sem paciência para esperar o jantar, Lewandowski deixou a acompanhante na mesa, foi para o jardim, na parte externa, sacou o celular do bolso do terno e, sem perceber que havia uma repórter da Folha de S. Paulo por perto, ligou para um certo Marcelo. Como não parou de caminhar enquanto falava, a jornalista não ouviu tudo o que ele disse durante a conversa de dez minutos. Mas qualquer uma das frases que anotou valia manchete.”

Depois desta abertura, num texto mais longo, Nunes cita algumas das frases de Lewandowski: “A tendência era amaciar para o Dirceu”, “A imprensa acuou o Supremo”, “Todo mundo votou com a faca no pescoço”, “Não ficou suficientemente comprovada a acusação”. Ao relembrar a história, Nunes ataca Lewandowski por sua declaração de que o julgamento poderá ser realizado apenas em 2013, pois ele terá de proferir um voto paralelo ao de Barbosa, será o revisor oficial do voto deste na sessão plenária e terá de ler os 130 volumes dos autos um a um – em suas próprias palavras –, porque não poderá “condenar um cidadão sem ler as provas”. Nunes disse, em seu comentário, que Lewandowski “se puder, vai demorar seis meses para formalizar o que já está resolvido há seis anos: absolver os chefes da quadrilha por falta de provas”. E concluiu, com uma espécie de conclamação ao público da Veja.com, o qual ele chama de “o Brasil decente”: “Para impedir que o STF faça a opção pelo suicídio moral, o Brasil decente deve aprender a lição contida na conversa telefônica de 2007. Já que ficam mais sensatos com a faca no pescoço, os ministros do Supremo devem voltar a sentir a carótida afagada pelo fio da lâmina imaginária.”

Em sua catilinária, Nunes repete o que a grande mídia mais conservadora diz desde meados de 2005, quando o escândalo começou, a partir de duas entrevistas de denúncia na Folha de S. Paulo. O denunciante, o então deputado federal e atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, falou de uma mesada, um “mensalão”, paga regularmente a deputados de partidos da base aliada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que votassem com ele. Nunes e outros editorialistas de mesma opinião querem o julgamento do mensalão imediatamente e a condenação dos acusados, especialmente de José Dirceu, apontado como o “chefe da quadrilha”. Eles acham ter sido o caso mais do que bem apurado, por eles. E acham também que é preciso por na cadeia os que eles consideram culpados.

Felizmente, no Brasil ainda não é assim. O julgamento será feito não pela mídia, mas nos termos da lei, numa sessão plenária do STF, instituição em que corre o processo. Depois da aceitação da denúncia, em 2007, foi aberta a Ação Penal nº 470, e os réus foram ouvidos e apresentaram suas testemunhas. No segundo semestre do ano passado, todos – acusação, defesa e relator – expuseram suas considerações finais. Faltam, agora, o voto inicial de Barbosa e o voto do revisor, Lewandowski, para o julgamento começar, o que talvez aconteça ainda neste semestre.

O que está em discussão, efetivamente? A nosso ver, examinando o conteúdo do processo, Nunes não tem razão, mesmo que sua opinião seja mais ou menos a mesma de uma autoridade indiscutível no caso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para quem o mensalão é “o maior crime político da história da República”. Não é estranho que Gurgel e Nunes tenham opiniões parecidas. No Brasil, está acontecendo este fenômeno na política. Alguns políticos, e mesmo procuradores e magistrados, processam o que a mídia investiga. E como ela investiga mal, vê-se algo como neste caso: o procurador-geral, num dos aspectos centrais da Ação Penal nº 470, tentando sacramentar o julgamento já feito pela grande mídia mais conservadora. Como diz Nunes, o caso “já está resolvido há seis anos”.

No País, felizmente, a grande mídia ainda não tem o poder legal de decidir quem deve ou não ser condenado e preso. Os julgamentos ainda não são feitos a partir do que a mídia mais conservadora escreve, embora ela se empenhe nesse sentido. Os julgamentos são realizados com base nos autos. Ainda existe o devido processo legal, que obriga a provar as acusações com depoimentos, fatos, laudos periciais. E, a nosso ver, os termos da denúncia do procurador-geral usados para justificar sua pretensão de ter revelado o maior crime de nossa história alinhavam um conjunto de indícios precários, alguns manifestamente ainda não investigados quanto à sua ligação com a tese principal da acusação.

Fonte: Retrato do Brasil, Edição n° 55, fevereiro de 2012

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Imprensa
Por que não criar um CNJ para a imprensa?
R7 -Blog do Kotscho


Publicado em 05/02/12 às 10h23

Foram praticamente unânimes os aplausos na imprensa para a corregedora Eliana Calmon pela vitória que conquistou esta semana no STF em sua batalha contra o corporativismo e a impunidade dos magistrados. Tanto nos comentários dos leitores deste Balaio como em outros sítios, os brasileiros comemoram a coragem desta mulher que resolveu abrir a caixa-preta da Justiça.

Em comentário enviado às 6h59 deste domingo ao blog do meu colega Ricardo Noblat, no portal Globo.com, que reproduziu no sábado meu post de sexta-feira sobre o julgamento do CNJ no STF ("6 a 5: a sofrida vitória de Eliana Calmon"), o leitor Julio Cezar Noia Mattos levantou uma interessante questão, na qual também já vinha pensando:

"Poderiam aproveitar o clima para criar um orgão de controle externo para a imprensa, derrubando mais uma caixa preta, pois é mais que um direito dos cidadãos receber as informações sem manipulações e partidarismos".

Por uma feliz coincidência, poderiam aproveitar até a mesma sigla do CNJ da Justiça criando o Conselho Nacional de Jornalismo. Foi mais ou menos essa a reivindicação que os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas e de 26 sindicatos estaduais levaram ao então presidente Lula, em 2004, quando eu era o Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.

Na época, os mesmos órgãos da grande mídia, que agora defendem o controle externo do Judiciário, uniram-se contra a proposta dos jornalistas, acusando o governo de querer censurar a imprensa.

Enviado ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas acabou sendo retirada pelo próprio governo pouco tempo depois, após um verdadeiro massacre promovido por colunistas e editorialistas dos jornalões, que não admitem qualquer regulamentação da atividade, hoje transformada numa terra de ninguém.

A formação deste CNJ da imprensa poderia ser feita nos mesmos moldes e com os mesmos objetivos do CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, ou do Conar, o órgão de autorregulamentação da publicidade, criado há mais de 30 anos e integrado por representantes de veículos, agências e anunciantes.

Por que não? As entidades patronais, hoje reunidas no Instituto Millenium, nem sequer admitiram discutir o projeto ou qualquer outro que proteja a sociedade dos abusos cometidos por veículos e jornalistas. No ano passado, o projeto de lei apresentado em 2004, com algumas modificações, voltou a ser debatido no Congresso Nacional e esta é uma boa oportunidade para estendermos ao chamado quarto poder os mesmos instrumentos de regulação e fiscalização que defendemos para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Trata-se de um assunto que interessa a toda a sociedade e não apenas aos diretamente envolvidos na atividade jornalística. Fica a sugestão do leitor Julio Cezar Noia Mattos, que eu endosso.

Precisamos urgentemente de uma Eliana Calmon também para a imprensa

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Imprensa
Ofensiva na Justiça afeta trabalho de site de notícia
Folha de São Paulo -Poder


Congresso em Foco divulgou nomes de 464 que recebiam salário acima do teto

Servidores do Senado moveram mais de 40 ações idênticas, que agora deverão ser unidas em uma só

DE BRASÍLIA

O trabalho do site Congresso em Foco tem sido prejudicado por dezenas de ações judiciais motivadas por uma série de reportagens que revelaram quais servidores do Senado receberam, em 2009, salários acima do teto constitucional (R$ 26,7 mil).

Os dados -nome e ganhos de 464 funcionários- foram levantados pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O site os publicou em agosto do ano passado.

Desde então, servidores da Casa moveram 43 ações contra o Congresso em Foco, cada uma pedindo uma indenização de R$ 21,8 mil.

Eles argumentam que tiveram sua intimidade e privacidade invadidas pela publicação de seus ganhos.

Todos os 43 pedidos na Justiça são idênticos e foram propostos pela mesma advogada, mas foram distribuídos a juízes diferentes.

Se condenado em todos, o site terá de pagar quase R$ 1 milhão -montante que afirma não ter.

As audiências começaram na semana passada. Foram 20 em quatro dias.

Os sete jornalistas do site tiveram de fazer um rodízio para poder representar a empresa, junto com um advogado, em cada uma delas.

Na semana passada, a Justiça entendeu que todas as 43 ações devem ser unidas em uma só e receber uma decisão única, o que deve aliviar o tempo despendido com as audiências judiciais.

O site diz que as ações foram orquestradas pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União.

Na internet, a associação propôs que "sindicalizados que foram prejudicados com a disponibilização de tais informações" o procurassem.

A reportagem entrou em contato com o sindicato para ouvir sua versão, mas não recebeu resposta.

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Eleições
Campanha vai gerar "guerra" digital
Jornal da Cidade - Bauru -Política


05/02/12 03:00 - Política

Mudanças novíssimas na regra eleitoral vão exigir equipe de especialistas em Internet para os partidos e candidatos
Nélson Gonçalves

Em 2008, a propaganda na Internet era limitada, orbitando praticamente sobre o site do candidato (.can) e sem permissão do instrumento de doações. Ela também tinha ordens impossíveis de serem cumpridas, como a proibição da boca de urna digital. Ou seja, se a lei fosse levada a sério, até 48 horas antes da eleição em 2008, todos tinham que remover propaganda na Internet, algo impossível. Agora tudo mudou, sobretudo na Internet, com as novas resoluções, do final deste mês, válidas para as eleições 2012.

Em 2009, houve alteração na lei eleitoral, já com previsão da Internet, e em 2010, na eleição para deputado e presidente da República, o meio eletrônico já vem sendo permitido para propaganda com blogs, mídias sociais e mensagens.

Em 2012, mais evolução veio para a propaganda eleitoral eletrônica, com o amadurecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), provavelmente prevendo uma guerra eleitoral pela Internet.

O especialista em perícia digital, o advogado José Antonio Milagre, prepara um manual para tratar do assunto. A publicação, em forma de livro, será em março. “O que pode é bem simples. A Internet basicamente fica liberada como plataforma de campanha. Essa plataforma pode ser feita na página pessoal do candidato. Essa propaganda pode ser feita em um blog, em redes sociais como twitter, facebook e outros, e pode ser feita por mensagens e comunicadores, como email e sms. A inovação em 2012 foi que a propaganda passa ser autorizada por candidato, partido ou coligação, mas também por qualquer terceiro”, conta José Antonio Milagre.

O especialista em mídia digital aborda, porém, que a inovação permitiu, de um lado, maior mobilização virtual, com a formação da militância cibernética, mas, de outro, gerou problemas com o controle do que está sendo veiculado. “Temos o marco da eleição pela Internet em 2008, quando o Obama lançou bases para o que temos hoje, nos EUA, buscando um público específico para formar opinião pela Internet e ainda conseguiu US$ 500 milhões em arrecadação”, cita.

A Internet passou a dar, ainda, independência política para os candidatos que não dispõem de volume de financiamento de campanha capaz de multiplicar os meios tradicionais de propaganda, como o visual na rua. “O candidato pode montar uma rádio streaming on line, pode montar uma TV virtual e difundir suas ideias por diferentes meios e atingir milhares, mesmo se seu partido tiver pouco tempo na TV”, avalia.

Além de ter de se preocupar em ter um time digital para monitorar o que está sendo divulgado sobre ele na Internet, o candidato ou partido terá de contar com especialistas para ter condições de resposta rápida a todo tipo de “ataque eletrônico”. A chamada pesquisa de reputação também será uma ferramenta necessária, onde o time digital terá de identificar, remover informação falsa e, até, estar preparado para responder verdades. “A Dilma não se preocupou com boataria pela Internet e teve muito problema com a estratégia de sua campanha. Tem de responder e com a estratégia certa. Ignorar é um erro”, avalia Milagre.

Pesquisa eleitoral

As pesquisas eleitorais também entram em um universo novo nesta eleição. A resolução 23364/2012 também é nova. “Antes tinha um problema sério com relação a pesquisa virtual. A pesquisa virtual tem um efeito tremendo. Blogueiros com 40 mil acessos por mês fazem um efeito tremendo. As pesquisas tradicionais têm de ser registradas previamente, com alguém habilitado no conselho de estatística e ainda é preciso dar prazo para que a outra parte possa contestar a pesquisa. Com a internet você joga tudo isso fora”, adverte.

Ocorre que a nova resolução permite que na Internet seja realizado apenas levantamento de opinião, que não tem nenhuma obrigação estatística. “Se você colocar uma frase que o levantamento não expressa pesquisa matemática e estatística, auditada, não estando sujeita à regulamentação do TSE, é válido fazer. E o público terá de estar ciente que é um levantamento, no máximo uma enquete. E pode divulgar, sem qualquer metodologia. E não tem como contestar inclusive. Imagine isso na mão de bloqueiros com poder de fogo”, menciona.

Antes de 5 de julho não é permitido pedir voto

Muitos filiados de partidos políticos, que seguramente serão candidatos em outubro deste ano, já estão circulando em reuniões e enviando mensagens pela Internet. A chamada pré-campanha tem uma linha tênue, vulnerável, entre o que é possível e o que, desde já, pode ser interpretado como campanha ilegal extemporânea.

“A rigor só pode usar a Internet ou fazer campanha por outro meio após 5 de julho, conforme o calendário eleitoral e a homologação das candidaturas. Não pode pedir voto de maneira alguma até 5 de julho. Por outro lado, como o candidato juridicamente hoje não existe, ele não está impedido de participar de programas e conceder entrevistas”, aponta.

Mas o interessado em participar da eleição pode ser pego por mensagens subliminares, indiretas. “Se colar adesivo no carro e distribuirrr, da mesma forma, folder visual pela Internet com dizeres como ‘Nelson vem ai”, ‘Neste ano, conte com Nelson’, já pode ser pego. E já temos casos mais acentuados com o uso de ‘Vote em mim’ com o nome de fulano. Isso pode ser enquadrado em propaganda extemporânea e na Internet isso pode gerar multa desde já, com aplicação de pena de R$ 5 mil a R$ 30 mil”, orienta Milagre.

Os candidatos ou partidos poderão mandar mensagens espontaneamente para eleitores, mas não poderão comprar cadastro de uma empresa, por exemplo, o que ensejará aplicação de multa. É proibida a cessão de cadastro por estruturas empresariais e mesmo ONGs.

Envie esta notícia a um amigo    Imprima esta notícia      Notícia incluída em 05/02/2012 10:46:40



Associações
Márcio Villela é o novo presidente da Aerp
Umuarama Ilustrado -Paraná

Radiodifusão
5/2/2012

Curitiba - O empresário Márcio Villela é o novo presidente da Aerp-Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná, entidade que representa 350 empresas paranaenses dos setores de rádio – emissoras AM e FM – e televisão. Ele substitui Cezar Telles que durante dois mandatos, esteve à frente da instituição. A cerimônia de posse aconteceu na noite de segunda-feira, em Curitiba, e contou com cerca de 150 convidados entre radiodifusores, familiares e representantes da política paranaense, entre eles o governador Beto Richa, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, o secretário estadual de Comunicação, Marcelo Cattani, os deputados federais André Vargas e Osmar Serraglio , o secretário estadual da indústria e comércio Ricardo Barros, além de outras autoridades. O legislativo municipal foi representado pelos vereadores Roberto Hinça e Tico Kusma.

Ao deixar o cargo, Cezar Telles agradeceu aos colaboradores, diretores e associados. “Entrego uma entidade forte, com credibilidade, profissionalizada e com uma situação financeira privilegiada, respeitada em todo o país”. Ao falar da missão de presidir a entidade que congrega 350 emissoras de rádio e televisão, Márcio Villela disse que não poupará esforços para que a Aerp estenda ainda mais o trabalho de defender o radiodifusor, principalmente no interior do estado. Entre as metas, a modernização do setor, com o acesso às novas tecnologias. ”Queremos fortalecer os processos de inovação, as novas práticas de gestão e os quadros funcionais das emissoras. Outro projeto é o lançamento de um novo portal de notícias, gerando conteúdo e receita às emissoras. “Vamos agregar valor o que fazemos com um trabalho forte com os ouvintes, telespectadores e anunciantes”.

Padrão digital

A definição de um padrão digital para o sistema brasileiro de radiodifusão é o maior desafio da nova diretoria da Aerp, disse Villela. Atualmente, o setor aguarda com ansiedade a definição do padrão tecnológico que definirá a digitalização do rádio no Brasil, a exemplo do processo que ocorre atualmente com as transmissões televisivas. Segundo Villela, durante o 21 º Congresso Paranaense de Radiodifusão , realizado em novembro, em Foz do Iguaçu, houve o compromisso do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de definir o padrão digital das rádios até o fim do primeiro semestre de 2012.

O governador Beto Richa, disse que vê com bons olhos a sucessão na Aerp. “Conheço o potencial do Márcio Villela, sei de sua capacidade , espírito de liderança e senso democrático, que vão corresponder com as aspirações dos radiodifusores”.

Homenagem a Michelleto

Ainda durante a cerimônia, o radiodifusor Nelso Rodrigues fez uma homenagem ao deputado federal Moacir Micheletto, morto em um acidente de carro no Oeste do Paraná, na tarde de segunda-feira. Rodrigues lembrou que além de importante defensor da bancada ruralista, Michelleto era radiodifuosor desde a década de 70, e um amante das comunicações.

O jornalista Ilídio Coelho Sobrinho, diretor do Ilustrado e da rádio Ilustrada FM, é ex-presidente da Aerp e integra a nova diretoria. Ele também esteve presente na cerimônia de posse.

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TV Paga
Teles repudiam obrigações de cobertura na nova TV paga
Tele Síntese -Plantão


Sexta, 03 Fevereiro 2012 16:29 Escrito por Lúcia Berbert

Operadoras insistem que o princípio de livre iniciativa da lei poderia ser rompido

As teles, teoricamente as mais beneficiadas com a abertura do mercado de TV por assinatura, apresentaram suas preocupações na consulta pública da proposta de regulamento do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). O carregamento de canais públicos, por exemplo, é um dos receios de operadoras que detêm licenças de DTH (TV paga por satélite). Porém, a maior expectativa é com a possibilidade de a Anatel estabelecer obrigações de cobertura para licenciar o serviço. “Qualquer proposta de fixação de metas de cobertura não encontra fundamento na lei, contrariando o seu princípio fundamental de livre iniciativa, empreendimento e multiplicidade de prestadoras”, dispara a Embratel.

O grupo Telefônica argumenta que, determinados dispositivos, caso aprovados, podem impingir severas restrições à expansão do SeAC, sepultando o esforço legislativo que, após longos anos, culminou na Lei n° 12.485/11. É o caso, por exemplo, de impor compromissos adicionais como os relacionados à expansão das redes terrestres de telecomunicações, notadamente para suportar a banda larga, constante no anexo ao texto principal que, no entanto, como explica a Anatel, busca apenas colher opinião da sociedade sobre metas de cobertura.

SVA

Já a Claro pede que, ao conceituar o SeAC, é necessário que a Anatel delimite a norma, deixando-a esclarecedora o suficiente para que o serviço não se confunda com todos outros serviços, em especial o Serviço de Valor Adicionado ofertados pelas prestadoras de SMP. “Os serviços possuem características distintas e devem ser tratados em regulamentos distintos, sob pena de resultar em grave prejuízo ao regulamento”, sustenta.

A Vivo vai mais longe: tais serviços de valor adicionado - acessados por meio de um terminal conectado à Internet, como, por exemplo, navegação, comunicação instantânea, envio e recebimento de correspondência eletrônica, publicação de obras textuais ou audiovisuais em formato digital, entre outros - podem ser prestados por qualquer empresa, nacional ou estrangeira e acessados por qualquer usuário, em qualquer lugar do planeta, não cabendo à Anatel a sua regulamentação.

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