2004-2008
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Televisão
OUTRO CANAL
Folha de São Paulo - Ilustrada
É JUSTO?
Roberto Senise Lisboa, da Promotoria de Justiça do Consumidor de SP, instaurou inquérito contra Roberto Justus, acusando-o de "publicidade enganosa", em razão de "O Aprendiz 5 - O Sócio", que prometia ao vencedor sociedade com o apresentador. A produtora Brainers, aberta pelo ganhador e por Justus, foi "extinta", diz o promotor, o que, "em tese frustra expectativa de 43 mil pessoas" inscritas para o show.
"NÃO É JUSTO"
A assessoria de Justus diz que ele não foi notificado e que a acusação "não tem sentido". "Tudo o que foi prometido por Justus e a Record ao vencedor do "Aprendiz 5" foi cumprido. Clodoaldo Araújo é sócio de Justus numa siderúrgica." O ganhador do reality show confirmou à Folha a informação.
NEGÓCIOS À PARTE
Ex-desafetos, André Vaisman, 44, que foi executivo da MTV por seis anos, e Zico Goes, 45, diretor de programação do canal por 16 anos, acabam de se associar. Eles lançam nesta semana, em São Paulo, a filial da Flint, produtora inglesa de conteúdo para TV, celular e internet. Antes, quando o assunto era MTV e TV, os dois se alfinetavam mutuamente em jornais.
ANO DO CHICO
A Globo News prepara reportagens sobre Chico Xavier, que faria 100 anos em abril. A série, a ser exibida a partir 24 de março, terá depoimentos de pessoas que conviveram com o médium e entrevista com Daniel Filho. O diretor lança filme sobre a vida de Xavier em abril. LAURA MATTOS (interina), com CLARICE CARDOSO
Notícia incluída em 08/02/2010 12:07:30
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Televisão
Séries são arma na guerra da audiência da TV aberta
Destak Jornal - Diversão & Arte
Publicado em 08/02/2010
Na semana passada, o SBT comprou os direitos de transmissão de Glee, série de maior sucesso no mundo em 2009 e premiada em janeiro com o Globo de Ouro. O anúncio apenas confirmou uma tendência que começou há alguns meses: os seriados americanos foram descobertos pelas emissoras de TV aberta como arma eficaz na guerra da audiência.
Não é novidade que emissoras abertas transmitam seriados. Mas, ao exibir com regularidade atrações como Gossip Girl e Cold Case, o SBT experimentou um crescimento de audiência que fez abrir os olhos de Record e Band - mesmo perdendo terreno nos últimos anos, a Globo ainda é soberana na primeira posição do Ibope.
O sucesso do SBT com sua faixa de séries encontra explicação na concorrência. Contra uma novela que vai mal das pernas na Globo (Viver a Vida) e um reality show da Record que não emplacou (A Fazenda 2), a emissora ganhou terreno e consegue emplacar audiências de mais de dez pontos com as séries, escolhidas pelo próprio público em votação no site da emissora e em observações de Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos e vice-presidente da emissora, pelo Twitter (@danibey).
Na Record, voltaram as reprises de CSI: Las Vegas e continuam na grade as franquias NY e Miami, assim como House, uma das mais populares séries no Brasil.
A próxima a entrar na briga é a Band, que em maio estreia uma faixa de séries na programação, graças à compra de um pacote da Fox e dos direitos da ótima - e já extinta - Família Soprano.
Essa guerra não acaba tão cedo. Se é que vai acabar.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:07:17
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Televisão
Fé move faixa nobre
O Estado de S.Paulo - Caderno 2
Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Pastor faz proposta milionária para ficar
Keila Jimenez
Fé não falta, mas a promessa antiga da Band de tirar o evangélico RR Soares do horário nobre parece mesmo um milagre; difícil acontecer. Com o contrato vencido na emissora desde dezembro, o Show da Fé, que a Band prometeu tirar do ar em janeiro, permanece na programação, e tem grandes chances de ficar de vez. Isso porque RR Soares teria feito nova proposta à emissora, oferecendo cifras milionárias pelo horário.
Fontes do mercado garantem que RR chegou a falar em R$ 7 milhões mensais para se manter na faixa das 21 horas, a que ocupa atualmente. No contrato atual, o Show da Fé paga à Band cerca de R$ 4 milhões pelo horário.
É fato que a emissora pensava realmente em ocupar o horário com um pacotão de séries que comprou da Fox e da HBO, e, quem sabe, transferir o Show da Fé para suas madrugadas. Para tanto, a rede teria estendido o contrato de RR até maio, quando pretendia estrear o tal pacotão. Acontece que, de olho nesse horário nobre da Band também está Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Procurada, a Band não quis se manifestar sobre o assunto.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:07:04
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Telecomunicações
Lei pode derrubar a assinatura
Gazeta do Povo - Curitiba - Economia
Telefonia
Se aprovado, projeto faria com que conta telefônica incluísse apenas os serviços utilizados
Publicado em 08/02/2010 | Alexandre Costa Nascimento
A cobrança da assinatura básica dos serviços de telefonia fixa pode estar com os dias contados. Está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que determina que os consumidores paguem apenas pela quantidade de minutos efetivamente usados, proibindo a inclusão da chamada “tarifa básica”.
Com custo médio de R$ 40, a assinatura foi criada pela Lei Geral de Telecomunicações – que possibilitou a privatização do setor – como uma espécie de tributo para financiar a expansão e universalização dos serviços no país. Hoje, com a consolidação da rede e a interrupção dos novos investimentos na ampliação da infraestrutura, entidades de defesa do consumidor acreditam que valor deixou de ser justificável.
O Instituto Brasileiro de De¬¬fesa do Consumidor (Idec) é contrário à cobrança da assinatura básica por considerar que ela fere os direitos do consumidor, por cobrar por algo que não corresponde a uma efetiva prestação de serviço. Para a advogada do Idec Estela Guerrini, a cobrança cria uma barreira que dificulta o acesso das famílias de menor poder aquisitivo a um serviço essencial. “A manutenção da assinatura básica inviabiliza o cumprimento da obrigação da universalização e do princípio da modicidade tarifária”, destaca Estela.
Já a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) aponta que o Brasil tem uma das tarifas de telefonia mais caras do mundo, que compromete anualmente cerca de 6% da renda dos brasileiros. A entidade promove uma campanha de coleta de assinaturas pela internet para pedir o fim da cobrança da tarifa de assinatura. Além disso, ela pretende fazer com que as ligações locais entre telefones fixos não sejam mais cobradas, “como já ocorre nos países desenvolvidos”. A campanha já coletou 40 mil assinaturas. “Se conseguirmos o que estamos reivindicando, mais pessoas poderão ter telefones fixos em casa”, afirma a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci.
O projeto de lei que prevê a extinção da assinatura básica, de autoria do deputado Marcelo Teixeira (PR-CE), tramita na Câmara dos Deputados desde março de 2008. O texto aguarda a instalação de uma comissão especial para dar um parecer sobre o tema. Desde então, cerca de 15 deputados apresentaram requerimentos pedindo a instalação do grupo. Agora, os órgãos de defesa do consumidor pressionam os parlamentares para que o assunto seja votado ainda em 2010, mesmo com o “recesso branco” do Legislativo por conta das eleições presidenciais.
Tramitação
Campanhas pressionam deputados
Corrente de e-mails, redes sociais, Twitter e telefonemas. Essas são as ferramentas usadas pelos con¬¬sumidores para pressionar os deputados pela aprovação do projeto de lei que extingue a cobrança da tarifa de assinatura básica de telefonia. Além da iniciativa da Pro Teste, outras campanhas independentes circulam pela internet, incentivando os cidadãos para que liguem para a Câmara dos Deputados registrando um “voto” favorável ao Projeto de Lei nº5476/01. “Não adianta ficar só reclamando. Quando podemos, devemos tomar alguma atitude”, incita o texto que circula pela rede.
E a pressão popular parece estar surtindo efeito. Diante da mobilização, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) reforçou o pedido à Mesa Diretora da Câmara para que instale a comissão que possibilitará o andamento do projeto. “Existe uma pressão das empresas de telefonia, que não querem a instalação da comissão. Apresentei o requerimento porque é preciso resolver isso o mais rápido possível”, diz o deputado. (ACN)
Colaborou Carla Bueno Comarella
Notícia incluída em 08/02/2010 12:06:35
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Pirataria
Novo ministro quer plano anti-TV pirata
Folha de São Paulo - Ilustrada
Luiz Paulo Barreto, que assume na próxima quarta-feira como Ministro da Justiça, afirmou que irá convocar representantes das TVs por assinatura a fim de elaborar um plano contra a pirataria de televisão.
Barreto atuava como presidente do Conselho de Combate à Pirataria e secretário-executivo da pasta e foi escolhido por Lula para o lugar de Tarso Genro, que deixará o cargo para se dedicar à campanha ao governo do Rio Grande do Sul.
Em entrevista exclusiva à Folha, Barreto, afirmou ter tomado conhecimento de novas formas de pirataria de TV que abrem canais da Sky e da Net nos televisores de quem não tem assinatura das operadoras.
Para os canais via satélite, de acordo com Barreto, os piratas vendem uma antena semelhante a uma embalagem de pizza. No Paraguai, o aparelho custa em média US$ 100.
Já para abrir de graça canais a cabo estão sendo comercializadas caixas ("set-top boxes") até pelo sistema "delivery".
"É isso mesmo. Pelo que soube, você pode comprar pelo telefone", disse o novo ministro.
Os aparelhos piratas roubam sinais, inclusive, de canais de "pay-per-view", vendidos pelas operadoras fora dos pacotes, como o do "Big Brother Brasil" 24 horas ao vivo. A pirataria da Sky, segundo apurou Barreto, é falha em dias de chuva.
Os detalhes de como o governo deve agir no contra-ataque à pirataria devem ser definidos na reunião com o mercado de TV paga.
(ANDREA MICHAEL)
Notícia incluída em 08/02/2010 12:06:18
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Mídia
Correa vive "pesadelo chavista"
O Estado de S.Paulo - Internacional
Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Líder equatoriano perde popularidade com apagões e perseguição à imprensa
Ruth Costas
O presidente equatoriano, Rafael Correa, aliou-se ao venezuelano Hugo Chávez nos tempos de bonança petrolífera. Agora, parece acompanhá-lo também nas adversidades. Em 12 meses, a popularidade de Correa caiu quase 30% segundo uma pesquisa do instituto Cedatos publicada na quarta-feira. De 70%, no início de 2009, passou para 41%.
O curioso é que algumas das causas dessa queda coincidem com as que estão levando os venezuelanos às ruas para protestar contra Chávez: ineficiência econômica, embates com a oposição e a imprensa e uma grave crise energética que impõe racionamentos à população.
Entre novembro e janeiro, os equatorianos tiveram dois meses e meio de apagões de até quatro horas diárias. Segundo a Federação de Câmaras de Comércio, as perdas para a economia do país foram de US$ 668 milhões.
Parte do problema está relacionado à maior seca dos últimos 45 anos na região, causada pelo fenômeno climático El Niño. A seca de fato reduziu bastante os níveis da reserva que abastece a hidrelétrica de Paute, responsável por 35% da produção energética equatoriana.
"Mas também há uma percepção entre a população de que o governo poderia ter feito algo para prevenir a crise", disse ao Estado o cientista político Benítez Torres Milton, da Universidade Católica do Equador.
Outro problema que vem afetando a popularidade do presidente equatoriano é a disputa com os meios de comunicação. Correa encara a imprensa como "sua pior inimiga" e esta tem respondido como tal.
Em dezembro, a polêmica Lei de Comunicação e Informação (para "regular conteúdos") teve seus trechos mais polêmicos amenizados após intensos protestos contra o governo.
Seis dias depois, porém, a rede de TV Teleamazonas foi tirada do ar por 72 horas como sanção por transmitir "informações não confirmadas".
Na Venezuela, a suspensão das transmissões da emissora a cabo RCTV ocorreria menos de um mês mais tarde.
Também é uma dificuldade comum aos governos dos dois países a queda na produtividade das estatais petrolíferas e na renda do petróleo. No Equador, a produção caiu 4,9% no ano passado, com a redução dos investimentos de empresas estrangeiras.
É claro que o caso equatoriano tem suas especificidades. Lá a inflação e o desemprego não estão fora de controle, como na Venezuela. O primeiro protesto importante enfrentado por Correa, em agosto, foi o de grupos indígenas, fortes no país.
No mês seguinte, foi a vez dos professores tomarem as ruas de Quito para protestar contra uma Lei de Educação. "Com seu estilo confrontador, Correa está arranjando inimigos tanto na direita como entre movimentos sindicais, indígenas e estudantis", diz Alexei Paez, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). "O risco é que no médio e longo prazo ambos se unam numa campanha para desestabilizar seu governo."
LICITAÇÕES
Outro fator que afetou sua popularidade foi o escândalo envolvendo seu irmão, o empresário Fabrício Correa, acusado de tráfico de influência para vencer sete licitações.
O presidente cancelou os negócios e acusou o irmão de ser um "mentiroso compulsivo". Fabrício rebateu dizendo que o presidente sabia de todos os seus negócios e denunciando uma série de casos de corrupção envolvendo ministros e funcionários do governo. (leia entrevista nesta página).
Os prognósticos mais sombrios, porém, ao menos por enquanto não se confirmam nas pesquisas de opinião. Segundo o Cedatos, apesar da queda de popularidade do presidente, só 38% da população apoiaria a revogação do seu mandato.
"Antes trocávamos de presidente como se troca de marca de detergente", disse ao jornal Expreso o analista político Andrés Seminário. "Agora entendemos que o melhor é mesmo acabar com esse ciclo vicioso e deixar os presidentes cumprirem seus mandatos."
Notícia incluída em 08/02/2010 12:05:58
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Internet
Os problemas do 3G
O Estado de S.Paulo - Link
7 de fevereiro de 2010| 11h06
Por Renato Cruz
A banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.
O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. “Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)”, aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group.
Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. “Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei”, reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.
Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: “A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G”. A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.
O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. “Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps”, reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. “Lentidão total.”
Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. “Cada hora era uma desculpa diferente”, diz ele. “A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço.” Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.
Segundo a TIM, “não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente”. A empresa afirmou ainda, em comunicado, que “investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal”.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:05:41
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Internet
Câmara aponta deficiências da banda larga no Brasil
O Globo - Revista Digital
Página 7
A banda larga é um assunto tão importante que até a Câmara dos Deputados resolveu trabalhar e participar das discussões. Em janeiro, a Casa publicou o estudo “Alternativas de Políticas Públicas para a Banda Larga”, com propostas para popularizar o acesso rápido à internet. As alternativas disponíveis, de acordo com o estudo, vão desde a criação de uma estatal para atuar no setor até a implementação de incentivos para o setor privado atender mercados menos atrativos.
O relatório mostra um crescimento de 123 mil para 12 milhões de assinantes de banda larga no Brasil de 2000 a 2009, mas aponta uma concentração do serviços nas classes A e B e uma queda na expansão dos acessos desde 2004.
Com isso, a tendência é que o número se estabilize, no fim de 2014, em menos de 20 milhões.
Os números também não são animadores quando o assunto é acesso rápido via celular. Estima-se que existam hoje 4,2 milhões de acessos 3G, número baixo para um país do tamanho do Brasil. E quase 90% dos domicílios não têm acesso ao serviço.
Existe ainda o problema da concentração espacial: aproximadamente 40% dos acessos em banda larga estão no Estado de São Paulo.
O relatório aponta que a qualidade do serviço é baixa, os preços altos e a oferta abaixo do desejado.
Na maioria dos países desenvolvidos considera-se 2Mb o mínimo para que uma conexão seja considerada de banda larga. Aqui, no entanto, 90% das conexões são realizadas em faixas inferiores a 1 Mb.
Isso significa que um filme que pode ser baixado em 11 minutos no Japão ou 38 minutos nos EUA, leva três horas e dez minutos para chegar ao computador de um internauta brasileiro.
Além disso, a banda larga no Brasil é uma das mais caras do mundo. Nos EUA, um serviço de banda larga custa o equivalente a 0,4% da renda média do país.
Já no Brasil, o custo é de 9,6% da renda. Os dados são de um estudo feito em 154 países pela ONU e publicado em 2009.
Um dos culpados por esses preços altos seriam os impostos. Somente Turquia e Uganda têm carga tributária mais elevada que a do Brasil. O principal tributo sobre a banda larga por aqui é o ICMS, que chega a 30% sobre o serviço, em alguns estados.
Em //bit.ly/c55AzB você encontra mais dados a respeito do estudo da Câmara sobre banda larga.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:05:25
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Internet
UMA DISCUSSÃO DEVERAS IMPORTANTE
O Globo - Revista Digital
Página 6
Plano Nacional de Banda Larga deve ser fechado e anunciado ainda este mês
O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ganhou semana passada um apoio de peso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com representantes da sociedade civil ligados a área de internet e tecnologia e entrou firme nas discussões, dando apoio ao projeto de universalizar o acesso à web no país.
Os detalhes da reunião acabaram chegando ao público pelo Twitter graças a Marcelo Branco (@MarceloBranco), responsável pela organização da Campus Party que esteve na reunião.
Num belo exemplo da transparência que deveria ser padrão em reuniões como essa, Marcelo tuitou alguns dos principais pontos discutidos. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (@Paulo_Bernardo) disse, também pelo Twitter, que o uso de celulares e laptops durante a reunião para postar informações foi solicitado e autorizado.
Branco disse que o presidente ouviu dos convidados sugestões para aperfeiçoar o projeto, que será fechado e anunciado nos próximos dias. Lula comparou o PNBL ao programa Luz para Todos, defendendo que o Estado deve oferecer para o cidadão acesso a serviços básicos.
Estatísticas citadas na reunião apontam que 19% dos domicílios no Brasil têm internet rápida. Com o ritmo de expansão atual, esse número chegaria a apenas 33% em 2014, muito abaixo da meta oficial, de 68%. Para isso, o governo pretende oferecer pacotes de banda larga com preços até 70% menores que os praticados atualmente.
No dia 10 de fevereiro representantes do governo que estão elaborando o programa apresentarão para o presidente o trabalho realizado até agora. Nessa reunião, Lula também deverá decidir se a Telebrás será a gestora da rede pública de banda larga e se o Estado irá fornecer o serviço diretamente ou não.
Logo após a reunião da semana passada, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, disse que novidades sobre o plano devem surgir ainda este mês e a Telebrás deverá ser o braço do Executivo.
— Acho que tem grandes chances de a Telebrás ser a empresa pública — disse.
Demonstrando a importância que o tema ganhou em Brasília, em outra reunião, na Comissão de Ciência & Tecnologia, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que o PNBL será uma das prioridades para 2010, devendo ir ao Congresso nos próximos meses. Segundo ele, as eleições e a Copa do Mundo vão exigir que as votações sejam agilizadas no primeiro semestre.
Com o projeto ganhando força no governo, finalmente o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) deverá ser usado para sua finalidade original — financiar a universalização de uma tecnologia de comunicações.
O Fust representa 1% da receita bruta das empresas de telecomunicações e arrecada cerca de R$ 1 bilhão por ano, mas esse dinheiro tem sido usado desde 2001 para financiar o superavit primário.
Um dos problemas é que a legislação atual restringe a utilização de recursos do Fust para serviços de telecomunicação prestados em regime público, o que se aplica apenas à telefonia fixa.
Para acabar com esse entrave, o governo considera fundamental a aprovação do PL 1.481/2007.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:05:08
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Imprensa
"Estado" está sob censura há 192 dias
O Estado de S.Paulo - Nacional
Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Quase cinco meses após a decisão judicial pela censura, o empresário Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação contra o Estado. Mas o jornal não aceitou o arquivamento do caso. Na semana retrasada, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) manifestação em que sustenta a preferência do jornal pelo prosseguimento da ação, para que o mérito seja julgado.
Desde 31 de julho do ano passado, o Estado está impedido pelo TJ-DF de publicar notícias relativas à investigação da Polícia Federal sobre a atuação do empresário, filho do senador José Sarney.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:04:52
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Imprensa
A obsessão autoritária
O Estado de S.Paulo - Opinião
Segunda-Feira, 08 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Sandro Vaia
Está bem que um ex-porta-voz do governo lulista nos afiança, do alto de uma conversa confidencial com "um dos ministros mais importantes do governo Lula", que esse negócio de "controle social da imprensa" é papo furado. Para nos tranquilizar diz que podemos "tirar o cavalinho da chuva" porque esse negócio não vai rolar - pelo menos neste governo. (Quem duvida procure ler De onde vem tanto medo?, de Ricardo Kotscho, publicado no blog do autor e republicado no Observatório da Imprensa.)
Ufa, se estamos livres do perigo, como nos garante Kotscho, por que diabos vamos ficar insistindo nesse assunto?
Há pelo menos uma razão para isso: existe um grupo de pessoas que tem uma obsessão paranoica pela palavra "controle" (e todas as suas sequelas) e sempre que podem a encaixam em qualquer projeto em que procuram edificar um futuro glorioso para nós, para nossos filhos e nossos netos - embora não lhes tenhamos concedido delegação para tanto.
Vai que um dia a sociedade relaxe a vigilância e baixe a guarda, acreditando na palavra de "um dos ministros mais importantes do governo Lula", e elas consigam, enfim, emplacar o seu sonho dourado - que é não apenas o de controlar o que chamam pejorativamente de "mídia", mas controlar tudo o que lhes pareça controlável. Afinal, não existe ideologia esquerdista que não inclua no sonho terminal de sua utopia instalada o controle amplo, geral e irrestrito de todas as atividades humanas. Como só eles sabem onde mora o sol, generosamente querem que todos nós usufruamos sua luz.
Depois do fracasso da tentativa de emplacar um Conselho Nacional de Comunicação, usaram um projétil de nome insuspeito - Plano Nacional de Direitos Humanos-3 (PNDH-3) - para empacotar outra tentativa de controle. Controle é uma palavra que de suspeita se tornou insuportável, e até um dos ideólogos do jornalismo esquerdista, Bernardo Kucinski, professor da USP, recomendou aos companheiros que parem de usá-la. Nem a tentativa de enobrecê-la acoplando-a ao qualificativo "social" caiu bem. Enquanto o Houaiss continuar insistindo em definir "controle" como "poder, domínio ou autoridade sobre alguém ou algo", a parte da sociedade que preza o livre-arbítrio - tal qual o cachorro de Pavlov - vai continuar rosnando cada vez que ela for pronunciada.
O amigo de Lula pergunta, em seu artigo, de onde vem tanto medo, uma vez que o presidente nunca mexeu uma palha contra a liberdade de imprensa e nunca deu sinais de ser a favor da censura. Noves fora duas ou três bravatas verbais ambíguas disparadas a esmo em algum palanque eleitoral e a tentativa de expulsão de Larry Rohter, correspondente do jornal The New York Times, o presidente, de fato, nunca tomou nenhuma iniciativa concreta para calar a imprensa. Mas é verdade também que nunca tomou nenhuma iniciativa concreta para aplicar o programa do PT em seu governo. Ao permitir a edição desse calhamaço chamado PNDH-3, e assiná-lo embaixo, Lula parece ter feito o papel do psiquiatra que conduz seus pacientes a um desabafo catártico para aliviar-lhes os pesos da consciência. Já que nada mais fizemos do que continuar aplicando o programa econômico neoliberal de nossos antecessores, vamos despejar sobre a cabeça do País 29 mil palavras do mais puro malte petista, sem blended de nenhuma espécie. Se colar, colou.
Eis aí por que temos medo: puseram a caneta na mão dos inspetores de quarteirão - e, como se sabe, é deles que temos de ter medo, mais que dos chefes.
É a última chance - pelo menos neste governo - que os inspetores de quarteirão do petismo têm de pôr em prática suas ideias. Por isso no PNDH-3 estão as ideias recorrentes da vulgata petista, entre as quais as mais vistosas e típicas são estas:
O desprezo à democracia representativa, substituída por um arremedo de democracia direta, que são as conferências das "organizações sociais", por suposto, formadas pelos militantes dos partidos que apoiam o governo; a tentativa de abastardamento do Poder Judiciário, substituído pela mediação das "organizações sociais" em casos de conflitos de invasões de terras;
a tentativa de criação de um ranking de empresas de mídia sob o aspecto de sua atuação em relação aos direitos humanos (com critérios ditados por quem? Claro, pelas "organizações sociais" controladas pela máquina partidária);
a criação de uma "Comissão da Verdade" para julgar as violações dos direitos humanos cometidas por uma - e só uma - das partes em conflito depois do golpe militar de 1964; a nomeação de uma instância sindical para atuar nos processos de licenciamento ambiental de empresas, oferecendo mais um criador de dificuldades para vender facilidades.
Os governistas estão indignados com a reação da imprensa e de muitos setores da sociedade contra os aspectos mais "controladores" do PNDH-3, pois, afinal de contas, dizem, as conclusões foram "tiradas" (é assim que se fala ainda, como nas velhas assembleias estudantis?) em dezenas, centenas, quase milhares de conferências locais, regionais, municipais, estaduais, nacionais, etc., das quais participaram 14 mil pessoas. E essa fica sendo a conta da peculiar democracia petista: se, num país de 190 milhões de habitantes, 14 mil militantes foram mobilizados para essa prática de democracia direta, o problema da legitimidade está resolvido. Pouco importa se os 14 mil foram tirados do mesmo embornal ideológico e que não tenham sido escolhidos por nenhum mecanismo representativo legitimado e reconhecido pelo resto da sociedade. O dedazo ideológico substitui a representatividade e quem for contra esse método é contra os direitos humanos, segundo o diktat petista.
Pode ser que nada disso seja para valer (o presidente já se cansou de teorizar sobre "bravatas", lembram-se?), mas é sempre bom ficar atento. O autoritarismo costuma instalar-se disfarçado de justiceiro.
Sandro Vaia, jornalista, ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, é articulista do Instituto Millenium
Notícia incluída em 08/02/2010 12:04:38
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Evento
7º Ebap em nova data
Jornal do Brasil - Primeiro Caderno
A Associação Brasileira de Agências de Publicidade realizará o 7º Encontro Brasileiro de Agências de Publicidade (Ebap) para os dias 8 e 9 de abril e não mais nos dias 4 e 5 de março. A mudança permitirá atender melhor os interesses e a disponibilidade das agências interessadas em participar do evento, segundo a entidade. A programação será mantida e terá início com a palestra “De empresa do mercado regional a concorrente nacional das grandes redes de varejo”, da empresária Luiza Helena Trajano.
Também será mantido o jantar de abertura, no Palácio das Laranjeiras. Inscrições: www.setimoebap.com.br.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:04:05
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Associações
Nova diretoria da AERP toma posse
Paraná On Line - Cidades
08/02/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 07/02/2010 às 23:02:04
Redação
A nova diretoria da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) tomou posse na última semana. A solenidade contou com a participação de radiodifusores de todo o estado. O presidente reeleito, Cezar Telles, fez uma avaliação dos últimos dois anos.
“Tivemos muitos desafios, conseguimos unir um pouco mais a nossa classe. Não é possível agradar a todos, mas com a colaboração dos que fizeram parte do nosso trabalho da gestão anterior, conseguimos muita coisa”, afirmou, referindo-se a ações como a implantação da AERP Comercial e da Rede AERP de Notícias; ampliação do convênio Copel e de emissoras associadas.
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Daniel Pimentel Slavieiro, afirmou que a reeleição de Telles demonstra a aprovação do trabalho realizado. Ele destacou que o trabalho da AERP foi fundamental para a conquista do ressarcimento fiscal para todas as emissoras.
“Se não fosse o Cezar e toda a diretoria da AERP, principalmente junto ao Ministro Paulo Bernardo, certamente hoje os radiodifusores das micro e pequenas empresas do Brasil inteiro não teriam esse benefício”, explicou o presidente da Abert. Entre os projetos para a próxima gestão está o lançamento do Portal de Notícias, unificando os dois sites da instituição (comercial e institucional).
Notícia incluída em 08/02/2010 12:03:53
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Anatel
Banda larga é prioridade da Anatel, diz novo procurador
Valor Econômico - Brasil
Danilo Fariello, de Brasília
08/02/2010
Responsável pela criação da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), no ano passado, Marcelo Bechara será o novo procurador-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), conforme publicado no "Diário Oficial da União" na sexta-feira. À frente do posto jurídico, Bechara diz que os maiores desafios da agência serão participar da elaboração do Plano Nacional de Banda Larga e as possíveis reformulações nas normas de TV por assinatura, visando a sua massificação.
Bechara era consultor jurídico do Ministério das Comunicações e lá organizou a Confecom. Tanto a popularização da banda larga quanto a expansão da oferta da TV por assinatura figuraram entre os temas mais polêmicos nas discussões da conferência, que reuniu representantes do governo, sociedade civil e empresários do setor.
Bechara substitui a advogada Ana Luiza Valadares, que pediu para sair do posto no fim do ano passado. Depois de mais de quatro anos no ministério, Bechara diz levar à Anatel uma relação de maior proximidade com o Executivo, onde são feitas as políticas públicas.
Ele assumiu o posto de procurador apesar de não fazer parte do quadro da Advocacia-Geral da União (AGU). Em seu novo papel Bechara também se posicionará perante os temas do setor, oferecendo opiniões com base legal. "A ideia é construir soluções técnicas e setoriais às políticas que emanam do governo federal." Assim como todos os conselheiros que, atualmente, figuram na diretoria da Anatel, Bechara foi indicado pelo ministro Hélio Costa.
Para ele, a experiência da Confecom - na qual se discutiu políticas e marco regulatório para radiodifusão, TV por assinatura e internet, entre outros temas - mostrou que há diversos interesses, muitas vezes até antagônicos, no setor. "O papel jurídico na agência não é meramente indicativo, mas faz parte da construção de soluções para o setor."
Atualmente, a Anatel tem, em audiência pública, o edital que leiloará a banda H de telefonia móvel. A licitação visa a expandir a demanda por serviço móvel, principalmente para conexão por banda larga via celular.
Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá avaliar proposta formada por um grupo de trabalho interministerial para o Plano Nacional de Banda Larga. O projeto a ser apresentado deve implicar custo de até R$ 14 bilhões, em um programa que restaura a Telebrás como uma das responsáveis pela administração da infraestrutura e oferta do acesso por até R$ 35. O valor dependerá da região e da velocidade contratada, que deverá ser, no mínimo, de 1 megabit por segundo. Pelo projeto, a Telebrás proveria o serviço de infraestrutura e também ofereceria o acesso para instituições públicas e localidades com baixa atratividade econômica para as companhias telefônicas.
Notícia incluída em 08/02/2010 12:03:18
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Anatel
Anatel tem novo procurador: Marcelo Bechara é nomeado
Tela Viva - News
Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2010, 10h40
A Anatel tem, a partir desta sexta, 5, um novo procurador. Foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU) a nomeação de Marcelo Bechara, até então consultor jurídico do Ministério das Comunicações, para assumir a Procuradoria Federal Especializada (PFE) do órgão regulador. A exoneração de Bechara do cargo exercido por quase cinco anos no Minicom também foi publicada no DOU.
O advogado assumirá o lugar deixado por Ana Luiza Valadares, que comunicou à presidência da Anatel seu desejo de deixar a procuradoria em 15 de dezembro de 2009, depois de dois anos à frente da área jurídica da autarquia. A exoneração de Ana Luiza também foi publicada, confirmando a troca de comando da PFE. A advogada não comunicou para onde seguirá após a saída formal da agência reguladora.
Bechara e Ana Luiza têm em comum o fato de ambos não serem procuradores de carreira. Na nomeação de Bechara, assim como de Ana Luiza, pesou o conhecimento da área de telecomunicações onde atuam há bastante tempo e possuem reconhecimento do próprio setor. Bechara chegou ao governo pelas mãos do ministro Hélio Costa, quando este assumiu a pasta das Comunicações, mas já atuava em Minas Gerais em causas associadas às telecomunicações. A posse ainda não foi agendada, mas deve ocorrer já na próxima semana. Mariana Mazza
Notícia incluída em 08/02/2010 11:30:12
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Televisão
Programas infantis de TV vão reforçar aulas
Folha de São Paulo - Cotidiano
Prefeitura de SP usará vídeos e cadernos com turma do Cocoricó para tentar melhorar ensino de português e matemática
Parceria feita com Fundação Padre Anchieta, que mantém a TV Cultura, vai atender 500 mil crianças dos nove anos do ensino fundamental
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Júlio tem oito anos e vai ensinar as crianças a ler, escrever e contar. Terá a ajuda do cavalo Alípio, da vaca Mimosa e das galinhas Zazá, Lola e Lilica.
A partir de março, os personagens do programa infantil Cocoricó vão entrar nas salas de aula da rede municipal de ensino de São Paulo em vídeos e cadernos de atividades.
A turma do Cocoricó e personagens de outros programas da TV Cultura foram escalados para a tarefa de reforçar a qualidade do ensino de língua portuguesa e matemática de cerca de 500 mil crianças dos nove anos do ensino fundamental.
O projeto é uma parceria entre a prefeitura e a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. Foram criados exercícios complementares à atividade didática, algumas acompanhadas de vídeos. "X-Tudo" e o "Sr. Brasil" Rolando Boldrin, por exemplo, estão na lista. São mais de 60 vídeos.
Mas o que mais chama atenção é mesmo o Cocoricó, que será usado nas atividades até o terceiro ano. Os filmes selecionados para as salas de aula foram gravados antes do encerramento do contrato com a equipe de produção do Cocoricó. A TV Cultura informou que o programa voltará a ser produzido no segundo semestre.
Na primeira aula de matemática para o primeiro ano, Júlio conhece o menino Lucas, que conta tudo o que vê pela frente (carros, pessoas, andares de prédios). E, como uma brincadeira, os dois vão contando de trás para a frente, de frente para trás, de dois em dois, e a criançada vai aprendendo a sequência dos números e tendo noções de ordem de grandeza.
"Foi o vídeo que eu mais gostei", afirmou o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider. É um episódio de cinco minutos feito especialmente para o projeto. Mas muita coisa foi aproveitada do próprio acervo da TV Cultura, sempre seguindo a grade curricular da rede municipal.
"Todo o material foi pensado levando em conta as dificuldades detectadas nas provas de avaliação", disse Fernando Almeida, vice-presidente da Fundação Padre Anchieta e secretário de Educação no início da gestão Marta Suplicy (PT).
O material está sendo impresso e será distribuído em março para ser usado pelo menos duas vezes por semana em salas de aula. Nos livros dos professores os DVDs virão encartados e poderão ser exibidos nas salas de aula ou de leitura.
O material será atualizado anualmente, com a participação dos professores que trocarão informações por meio de um portal. E, para 2011, Schneider e Almeida já pensam em materiais também de ciências, inglês, história e geografia.
O projeto pode ser estendido para outros cidades e Estados, mas o material feito para São Paulo deve continuar de uso exclusivo. "Tem muitos exemplos de São Paulo: o Ibirapuera, o trânsito, as ruas. Não dá pra usar isso em outro lugar", afirmou Almeida.
Notícia incluída em 07/02/2010 12:01:37
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Semicondutores
Ceitec inaugura hoje fábrica com presença do presidente
Jornal do Comércio - RS - Economia
Patricia Knebel
"Vamos ligar a chave, estamos oficialmente prontos." Com essas palavras o presidente da Ceitec, Eduard Weichselbaumer, comemora o início das operações da fábrica que será a única na América Latina a fabricar semicondutores. A inauguração acontece nesta sexta-feira, na sede da empresa, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.
Para a cerimônia está confirmada a presença em peso do alto escalão do governo federal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chega em Porto Alegre pela manhã e vai primeiro a São Leopoldo, onde inaugura a Estação de Tratamento de Esgotos Feitoria. Lula também fará a entrega de 600 chaves de residências populares, parte delas construída em São Leopoldo com verbas do PAC.
Às 15h ele se desloca para a Ceitec, na companhia de vários ministros como o responsável pela pasta da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Com investimentos superiores a R$ 400 milhões, a maior parte do governo federal, a Ceitec chegará à sua capacidade máxima em dois ou três anos, produzindo entre 50 e 100 milhões de chips fabricados. O primeiro chip produzido no local será o brinco do boi, o que deve acontecer no final de 2010. "Essa inauguração marca um passo importante para o Brasil na criação de propriedade intelectual nessa área", diz Weichselbaumer, que acredita que Porto Alegre pode se tornar o Vale do Silício da América Latina. O Centro de Design já está em operação desde o ano passado, com cerca de 120 profissionais. No total, serão aproximadamente 230 pessoas, a maior parte altamente especializada.
Para que uma fábrica com essa complexidade saia do chão, são necessários seis meses. Depois disso, são mais três meses de testes do produto. A produção de um chip é resultado de um processo com 200 etapas diferentes e envolve uma sala limpa de classe 100, considerada 10 mil vezes mais limpa que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para garantir esse grau de limpeza, a empresa vai utilizar água e ar ultrapuros, produzidos na própria unidade.
Praticamente todos os produtos de hoje em dia utilizam chips, como celulares, máquinas digitais e computadores. A Ceitec, porém, pretende se focar em alguns nichos nos quais pode vir a se tornar referência mundial, e não competir com gigantes desse setor como Intel e AMD. Entre os segmentos atendidos estão os de identificação por radiofrequência (RFID), mídias digitais e comunicação sem fio. A empresa já desenvolveu o chip para rastreabilidade animal, para moduladores de TV digital e um circuito integrado para controle a automação industrial.
O governo federal considera a Ceitec um projeto estratégico para colocar o Brasil novamente na rota mundial da microeletrônica, um setor que já há muito tempo estava esquecido. Uma das metas é reduzir as importações desses dispositivos.
Dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) mostram que o Brasil tem um déficit de US$ 3 bilhões no segmento de semicondutores. Quando se fala em eletrônicos, então, chega a US$ 17 bilhões. "Precisamos de mais iniciativas como essa para conseguir reduzir esse déficit. É um trabalho longo, que deve levar de 10 a 20 anos", afirma o vice-presidente da entidade, Luiz Francisco Gerbase, destacando que a Ceitec era quase um sonho e que agora se tornou realidade.
Outro objetivo é o de criar um cluster de microeletrônica no País. O primeiro resultado prático disso é a instalação da HT Micron em São Leopoldo, anunciada recentemente. A empresa fará a montagem e o encapsulamento de chips, podendo, inclusive, ser parceira da Ceitec.
O professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Sérgio Bampi destaca os resultados que estão acontecendo no País nessa área, mas defende mais rapidez. "São dez anos desde a concepção do Ceitec e o acordo para doação dos equipamentos pela Motorola até o dia hoje. É muito tempo para um empreendimento dessa importância se tornar realidade", critica.
Notícia incluída em 07/02/2010 12:01:21
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Mídia
Juca Ferreira rebate críticas ao texto da Cultura sobre mídia
Portal Vermelho - Notícias
6 de Fevereiro de 2010 - 18h27
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, rebateu nesta semana críticas ao texto-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura, fórum de debates, marcado para março, em Brasília, no qual artistas, produtores e cidadãos comuns poderão dar sugestões para a formulação de políticas públicas na área cultural. O texto aponta a concentração monopolista da mídia como um entrave para o pleno desenvolvimento cultural dos meios de comunicação. "Nós não tivemos nenhum movimento no sentido de dirigismo. O que existe é a construção de uma sociedade democrática", afirmou Ferreira, a respeito da suposta conotação intervencionista do texto, apontada por órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional de Jornais.
O documento diz que "o monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos" e que "os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles, o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística".
"Os números da cultura no Brasil são muito ruins. A população brasileira é praticamente prisioneira da TV aberta, a única universalizada. Só seis milhões têm acesso à TV a cabo. Mais de 90% dos municípios não têm um cinema, um teatro. O Brasil se acostumou a ser uma sociedade para poucos", disse Ferreira, em discurso longamente aplaudido pela plateia de artistas, produtores e gestores da cultura.
Com informações da Agência Estado
Notícia incluída em 07/02/2010 12:01:05
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Mídia
Chávez contra a democracia
O Estado de S.Paulo - Opinião
Domingo, 07 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Com sua desmedida reação a um texto humorístico publicado pelo jornal de oposição Tal Cual - no qual se imagina a Venezuela sem seu atual presidente -, o governo de Hugo Chávez deu mais uma demonstração de sua imensa dificuldade em lidar com as instituições essenciais da democracia, entre as quais a imprensa livre, quando estas não atendem a seus objetivos políticos. O Ministério da Comunicação e Informação disse que o texto é "um convite a um plano golpista, genocida e terrorista, que é mascarado através do humor" e o próprio presidente Chávez, em programa de rádio e televisão, anunciou que pedirá ao Ministério Público a punição do jornal.
O diretor de Tal Cual, Teodoro Petkoff, um dos mais respeitados jornalistas do país, comentou com humor a irada reação oficial. "O governo tem dificuldade de entender textos de humor", disse ele ao jornal O Globo. Na verdade, porém, as dificuldades do governo de Chávez são muitas, e bem mais graves do que simplesmente não entender textos humorísticos. Há pouco, tirou do ar cinco canais de televisão por não terem transmitido um discurso de Chávez, o que desencadeou uma onda de protestos
Para se perpetuar no poder, além de tentar controlar a imprensa, o governo bolivariano de Chávez vem promovendo reformas que, mantendo as aparências de democracia, alteram o panorama eleitoral. As mudanças, obviamente, favorecem a situação e fortalecem o poder do governo central, em detrimento dos Estados.
Como a oposição boicotou a eleição de 2005, o governo controla a Assembleia Nacional. Mesmo com seu prestígio político em queda, o governo tentará manter, nas eleições de setembro, a maioria de dois terços que tem no Legislativo e é essencial para aprovar as reformas que lhe garantem cada vez mais poder e meios para Chávez permanecer no cargo. Já adotou uma regra que unifica ou divide circunscrições eleitorais, de acordo com critérios que favoreçam os candidatos situacionistas. Numa região em que a vantagem da oposição é exígua, anexou-se a ela uma região onde o chavismo é majoritário. Aquela em que a oposição é maioria foi dividida em duas ou mais, de modo a criar oportunidades para os políticos governistas. Estudos com base no resultado do referendo de fevereiro de 2009 mostram que, pela regras antigas, a oposição obteria 55 cadeiras e o governo, 107; com as novas circunscrições eleitorais, a bancada oposicionista se reduziria para 41 e a governista aumentaria para 121.
Em Caracas, dos cinco representantes, em dez, que poderia eleger pelas regras antigas, a oposição elegeria apenas dois com as novas regras.
Por sua vez, a criação de "regiões federais de desenvolvimento" dá ao governo central mais poderes para redistribuir recursos financeiros e reduz o poder de Estados e municípios, principalmente aqueles governados pela oposição.
Como observou a ex-presidente do Supremo Tribunal Cecilia Soza Gómez, em entrevista a Roberto Lameirinhas, do Estado, as instituições não funcionam adequadamente no país. Na avaliação da ex-juíza, que foi uma das primeira personalidades a se insurgir contra o regime de Chávez e renunciou ao cargo em protesto contra a intervenção do Executivo no Judiciário, a Venezuela vive sob um regime não previsto na Constituição.
O Judiciário julga, o Legislativo vota projetos, a imprensa parece livre, mas, na essência, tudo está sob controle do Executivo. "A independência dos poderes não existe", afirma Cecilia Soza Gómez. "Quando o presidente decide pela expropriação ou nacionalização de uma empresa privada, dois ou três dias depois a Assembleia Nacional aprova uma lei que amplia os poderes do Executivo para levar seu plano adiante. O Judiciário é controlado pelo Executivo. Não há debate nem pluralismo." Em resumo, o que se vê "é o governo utilizando as ferramentas formais da democracia para acabar com a democracia".
Mas Chávez vem perdendo apoio. Um grupo de ex-ministros e aliados pediu sua renúncia, pois, dizem eles, depois de 11 anos no poder, ele "não tem mais legitimidade nem capacidade para governar".
Comemorando esses 11 anos no poder na terça-feira, Chávez garantiu que nele permanecerá pelo menos por mais 11. São cada vez menores as possibilidades de cumprir a promessa.
Notícia incluída em 07/02/2010 12:00:48
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Mídia
Venezuela polarizada por Chávez
O Globo - O Mundo
O Mundo - Página 32
Crise aprofunda divisões da sociedade e abala a popularidade do presidente Mariana Timóteo da Costa Enviada especial • CARACAS As 14 opiniões de moradores de Caracas são uma pequena amostra da polarização da sociedade venezuelana entre chavistas e opositores ao regime bolivariano.
Dão também uma ideia de como cada grupo reage, muitas vezes de forma inflamada, à pior crise política enfrentada pelo país desde que Hugo Chávez assumiu o poder, há 11 anos. Os defensores são rápidos ao reagir às críticas de que o líder é autoritário, persegue a mídia, é responsável pelas crises energética e econômica e pela insegurança. E ainda citam os programas sociais como qualidades de um governo que, para eles, conseguiu o que nenhum outro fez: inserir o pobre na sociedade.
Já os críticos falam de excesso de assistencialismo, de perseguição aos estudantes e à mídia, de falta de investimento energético e na indústria, da proximidade a regimes autoritários como Cuba e Irã.
— Os pobres querem ser cuidados, e o governo ainda tem muito dinheiro para isso.
Mas, se as pessoas ainda se identificam com um discurso humano do presidente, sua ideologia já começa a dar sinais de cansaço — avalia Oscar Schémel, sociólogo e presidente da consultoria Hinterlaces, uma das mais importantes do país.
A empresa chegou a essa conclusão ao realizar pesquisas quantitativas e qualitativas, cada uma com cerca de 2 mil venezuelanos de todas as classes sociais, desde o fim de 2009, quando o presidente intensificou sua “revolução bolivariana”, apertando o cerco à imprensa, expropriando empresas privadas, desvalorizando a moeda e endurecendo o discurso de luta de classes.
Os sinais de cansaço aparecem nos números: 78% reprovam o fechamento do canal RCTV; 61% são contra a desapropriação de empresas particulares, e 75% estão insatisfeitos com o racionamento de luz. A popularidade de Chávez, que já foi de 70%, hoje está em cerca de 40%. E mais: 65% querem que ele entregue o poder em 2012, e 70% gostariam de ver, após as eleições legislativas de 26 de setembro, uma Assembleia Nacional com representantes de vários partidos.
— Mas o mais impressionante é que 88% discordam do discurso do presidente, que vive falando que o bom é ser pobre, e não burguês. A ideia de luta de classes não cola mais. Há uma falência do discurso ideológico chavista — diz.
Indecisos, cerca de 55%, poderão definir eleições
Isso, afirma, se deve ao fato de a sociedade venezuelana ser ávida por novidades e querer progredir na vida. Não à toa esse é o país onde existe o maior número de usuários de celular com acesso à internet da América Latina, por exemplo.
— É também um povo que vê no emprego, e não no assistencialismo, a única maneira de conseguir melhorar de vida. A Venezuela tem uma população muito mais complexa do que a que Chávez gostaria de liderar — lembra Schémel.
Mas o que ainda sustenta a popularidade do presidente? Para o analista, o primeiro fator é seu discurso humano. Não o de luta de classes, mas o que inclui os antes excluídos socialmente.
— Mesmo insatisfeitas, as pessoas têm fé nele.
O programa “Alô, presidente” virou uma espécie de sermão. Se Chávez diz que o povo tem acesso à saúde, mesmo não sendo verdade, ele crê.
O segundo é a desarticulação da oposição, que deixa os venezuelanos sem opção de voto.
Tanto que existe uma classe chamada de “Ni-Ni”, 55% dos eleitores, que não se identificam com o chavismo, nem com outros movimentos políticos.
E é esse grupo que decidirá as eleições.
— O momento é propício para novas lideranças surgirem na Venezuela — diz Schémel.
Notícia incluída em 07/02/2010 12:00:31
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Internet
No Brasil, internet móvel quase não tem mobilidade
O Estado de S.Paulo - Economia & Negócios
Domingo, 07 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Consumidores reclamam que 3G é ruim fora das capitais
Renato Cruz
A banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.
O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. "Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)", aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria The Yankee Group.
Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. "Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei", reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.
Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: "A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G". A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.
O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. "Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps", reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. "Lentidão total."
Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. "Cada hora era uma desculpa diferente", diz ele. "A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço." Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.
Segundo a TIM, "não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente". A empresa afirmou ainda, em comunicado, que "investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal".
Para Flávia Bittencourt, diretora de Marketing da Oi, os consumidores ficaram com uma ideia errada do serviço de banda larga móvel no seu lançamento. "Ele é um complemento do ADSL (banda larga fixa), não um substituto", diz a executiva. "Essa confusão chegou a manchar a imagem do 3G; ele não foi feito para download de vídeo e música."
FIXO VERSUS MÓVEL
Segundo Flávia, no lançamento do 3G as operadoras esperavam que a demanda maior estaria nas regiões onde já existe banda larga fixa, porque as pessoas comprariam os minimodems como um segundo acesso. "As vendas aconteceram mais rápido nas regiões mais afastadas, em que não havia outra opção de acesso", aponta a diretora da Oi. A operadora tem atualmente 3G em 88 municípios.
Por conta do comportamento inesperado do cliente, a TIM está revendo sua estratégia de comercialização do 3G. De acordo com Rivo Manhães Soares, gerente de Marketing da operadora, a tendência é acabar com os planos ilimitados. "Quinze por cento dos usuários consomem 50% da capacidade da rede e acabam prejudicando a qualidade do acesso de todo mundo", diz Soares.
Estela Guerrini, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), aponta que a própria comunicação das operadoras acaba induzindo o consumidor a ter uma ideia errada do serviço. "A propaganda diz que a velocidade é alta e funciona em qualquer lugar. Colocam foto de alguém na praia ou na montanha", diz Estela. "Em vários lugares, nem existe sinal."
Outro problema, segundo a advogada, é a velocidade. Normalmente, a garantia contratual é de 10% do contratado, isentando a operadora dos problemas causados por excesso de usuários. "Isso é de responsabilidade delas", explica Estela. "A empresa não pode prometer alguma coisa que sabe de antemão que não pode cumprir."
Estela aponta que, se a empresa não entregar o serviço que prometeu, o consumidor pode cancelar o contrato sem que tenha de pagar multa.
Notícia incluída em 07/02/2010 11:59:45
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Internet
Por que Lula apoia a recriação da Telebrás?
O Estado de S.Paulo - Economia & Negócios
Domingo, 07 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
ETHEVALDO SIQUEIRA
Nunca antes na história deste País um governo cometeu tantos equívocos nas comunicações quanto o governo Lula. O último deles é a esdrúxula proposta governamental de ressuscitar a Telebrás, uma estatal já privatizada e em liquidação, e que não conta com equipes profissionais especializadas para se tornar gestora do plano e da rede de banda larga do País, como pretende o governo federal.
Nada nos garante que a Telebrás possa "oferecer banda larga barata para toda a sociedade" como afirma o presidente da República. Lula está mal assessorado. Se quisesse reduzir o custo dos novos serviços, começaria por desonerá-los dos brutais 43% de impostos que dão ao Brasil o triste título de campeão mundial de tributação sobre telecomunicações.
Além disso, bastariam algumas políticas públicas e uma boa parceria público-privada para alcançar os mesmos objetivos. Ah, mas isso não abriria 500 vagas para nomeação de amigos e correligionários.
Por trás de tudo, está ainda a manipulação das ações da moribunda Telebrás, com variações de cotações de até 900% nos últimos dois anos. É claro que, nesse período, muita gente ganhou com o sobe-e-desce das ações, ao sabor das especulações, boatos e rumores.
Lula sabe que a Telebrás nunca operou serviços de telecomunicações. Criada pela Lei 5.792, de julho de 1972, ela era, acima de tudo, uma empresa-holding do conjunto de operadoras de serviços de telecomunicações (as Teles). E agora o governo quer mudar seu objeto, por decreto e sem a participação do Congresso.
O Brasil dispõe de moderna infraestrutura de telecomunicações, inclusive de satélites, fibra óptica, micro-ondas terrestres e cabos submarinos, implantada com investimentos privados da ordem de R$ 180 bilhões, que assegura abundante oferta de serviços, capaz de atender ao País e ao governo em todos os aspectos.
A infraestrutura de fibra óptica governamental não chega a 30 mil quilômetros de cabos, enquanto a rede privada nacional tem mais de 200 mil quilômetros. Não seria muito mais fácil e lógico integrar ambas as redes?
POR QUE ESTATAL?
O governo Lula não percebe que, no novo modelo institucional, o Estado tem um papel muito mais relevante e nobre do que o de operador ou gestor de qualquer rede. Cabe-lhe regular, fixar normas, formular políticas públicas, elaborar programas, estabelecer metas e objetivos, supervisionar, fiscalizar e agir proativamente no tocante à confiabilidade e à qualidade dos serviços, utilizar intensamente as novas tecnologias e a infraestrutura existente visando à implementação do governo eletrônico, estimular as empresas privadas a inovar e a investir permanentemente em pesquisa e desenvolvimento, negociar e conduzir parcerias público-privadas, com a participação de todas as empresas operadoras.
Para que ressuscitar a Telebrás, se nos últimos 11 anos o Brasil passou de 24,5 milhões telefones para os atuais 212 milhões, saltando da média franciscana de 14 telefones por 100 habitantes para 111 por 100 habitantes? Uma densidade quase 8 vezes maior do que a de 1998. O número de internautas passou de 1 milhão para 60 milhões. A banda larga, praticamente inexistente em 1998, serve hoje a 12 milhões de brasileiros hoje - o que é, realmente, muito pouco. E é cara, até porque é altamente tributada.
APARELHAMENTO
O objetivo único do projeto é o aparelhamento do Estado, num ano eleitoral, pois, a rigor, o Brasil não precisa de nenhuma estatal para operar serviços de banda larga ou os serviços de telecomunicações governamentais. É difícil levar a sério um projeto desses, sem que o País possa debatê-lo em profundidade, com a participação do Congresso e de todos os meios de comunicação.
Mesmo com discursos inflamados em defesa da "inclusão digital e da democratização do acesso à banda larga", é difícil acreditar em um projeto que nasceu nos bastidores do governo e sem a menor participação do Ministério das Comunicações, ao qual a Telebrás sempre esteve vinculada. E pior: contra a opinião desse ministério.
Imaginem se amanhã um pequeno grupo de funcionários de segundo escalão, ligados a outras áreas, resolvesse liderar um movimento nacional por uma reforma educacional, sem qualquer debate, sem a participação das universidades e do Ministério da Educação. E pior: contra a opinião da maioria dos especialistas do setor.
Pois é exatamente isso que está acontecendo no caso da reativação da Telebrás - num projeto em que os maiores interessados estão no segundo escalão do Palácio do Planalto, da Casa Civil e do Ministério do Planejamento. Sejamos francos: a reativação da Telebrás é uma proposta que interessa à ministra Dilma Rousseff, candidata de Lula, em plena campanha. Ambos preferem criar centenas de vagas para a nomeação de afilhados políticos num ano eleitoral.
O que espanta é a falta de reação do Congresso e, em especial, da oposição, a tudo isso. Parece até que deputados e senadores vivem noutro planeta. E com a campanha eleitoral começando a decolar, pouco se espera dos parlamentares nessa área.
Notícia incluída em 07/02/2010 11:59:26
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Imprensa
"Estado" está sob censura há 191 dias
O Estado de S.Paulo - Nacional
Domingo, 07 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Quase cinco meses após a decisão judicial pela censura, o empresário Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação contra o Estado. Mas o jornal não aceitou o arquivamento do caso. Na semana retrasada, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira apresentou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) manifestação em que sustenta a preferência do jornal pelo prosseguimento da ação, para que o mérito seja julgado.
Desde 31 de julho do ano passado, o Estado está impedido pelo TJ-DF de publicar notícias relativas à investigação da Polícia Federal sobre a atuação do empresário, filho do senador José Sarney.
Notícia incluída em 07/02/2010 11:59:07
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Eleições 2010
Novo campo de campanha
Gazeta do Povo - Curitiba - Vida Pública
Eleição 2010
internet
Pela primeira vez totalmente liberado pela Justiça, o marketing eleitoral na web deve receber atenção especial no pleito deste ano, mas ainda não alcançará a mesma importância dos meios tradicionais
Publicado em 07/02/2010 | Rhodrigo Deda
A internet terá papel fundamental na mobilização de militantes e apoiadores informais dos partidos na campanha eleitoral deste ano. Não terá o mesmo potencial de convencimento que rádio e televisão possuem hoje, mas sua capacidade de aproximar os eleitores dos candidatos, possibilitando o diálogo entre eles, deverá receber atenção especial no mundo da política em 2010. As experiências de marketing em redes sociais – como Orkut, Facebook, Twitter, Youtube e blogs – será incorporada às estratégias de campanha política, já que, pela primeira vez, a legislação eleitoral tornou a internet um território livre para a proganda dos candidatos. Essa é a avaliação de especialistas em marketing da internet consultados pela Gazeta do Povo.
Diretor de criação da Talk In¬¬teractive – agência de marketing digital que fez a campanha on-line da reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), em 2008 –, Moriael Paiva avalia que a internet não será um meio decisivo para definir o próximo presidente da República do Brasil, como ocorreu nos Estados Unidos, com “a onda Obama”.Paiva ressalta, contudo, que atualmente são 70 milhões de brasileiros usando a internet e que cada vez mais a rede ocupa tempo na vida das pessoas.
Ele ainda destaca que a internet é a forma de atrair o eleitor jovem, já que pesquisas mostram que eles não veem propaganda eleitoral na televisão. “Hoje o eleitor jovem não vê o jornal nacional, o que dirá propaganda eleitoral.”
Estratégia
Mas para o marketing político na rede funcionar, ele deve se adequar às características do meio. Como lembra Paiva, a estratégia política na internet é muito diferente da dos meios tradicionais. “Tem de ter uma forma adequada, sem hierarquia definida, até porque a rede não tem hierarquia. Muitos políticos não entendem a cobrança feita por eleitores em redes como o Twitter”, explica. “O Sarney, por exemplo, entrou no Twitter, usava a ferramenta como release. Saiu logo depois que houve a crise no Senado. Não estava pronto para responder aos questionamentos.”
“Meios como rádio e televisão, são de convencimento de massa. A internet é boa para conversas, não para venda. É uma ferramenta bacana para conversar, ouvir as pessoas e para dar apoio”, avalia a coordenadora de estratégia de internet do PSDB nacional, Cila Schulman.
O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, diz enxergar na internet um ótimo meio para mobilização de apoiadores de campanha. Carnevale adquiriu experiência em marketing on-line ao coordenar a campanha de internet de Fernando Ga¬¬beira à prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008. “A televisão con¬¬tinua sendo o principal caminho, mas a internet exerce a função de mobilizar os apoiadores.”
Ele dá como exemplo um episódio da campanha de Gabeira, em que o deputado estava em baixa nas pesquisas. “Fizemos um vídeo com o Gabeira falando que apesar das pesquisas a eleição não estava decidida, que não existia voto inútil, que era preciso votar em candidato que as pessoas gostassem”, relata. “A partir dali, a campanha foi virando em favor de Gabeira.” Esse é um exemplo, explica Carnevale, de marketing viral que funcionou.
Porém, na avaliação dele, isso só funciona se houver integração com a campanha de rua. Na eleição de 2008, diz Carnevale, cerca de 10 mil voluntários contribuíram com a campanha de Gabeira. Parte deles na internet – replicando textos e vídeos para seus conhecidos –, e outra parte nas ruas. “Um dos eventos mais significativos começou com a ideia de uma eleitora no Orkut, que combinou com 15 amigos para ir à praia de verde. A ideia acabou se transformando em uma manifestação de mais de mil pessoas.”
Experiências das redes
“Acredito que há uma tendência importante de se usar as experi¬ên¬¬cias recentes das redes sociais em campanhas eleitorais”, afirma o professor do curso de Comu¬¬ni¬cação Social Juliano Borges, da Uni¬¬¬¬versidade Estadual do Rio de Janeiro e autor do livro Web Jornalismo: Jor¬¬nalismo e política em tempo real.
Borges considera que ferramentas como blogs, Orkut, Facebook, Youtube e Twitter serão usados de forma integrada principalmente por candidatos a eleições majoritárias – Presidência, Senado e governos estaduais. “Essa eleição será particularmente especial para avaliar como serão usadas as novas tecnologias no Brasil. Vai ser a primeira campanha em que o investimento em internet não vai ser pontual.”
Internet e política
Diferentemente dos meios tradicionais, a internet possibilita um contato direto entre eleitores e políticos. Confira algumas das características da rede que podem ser exploradas para a comunicação política neste ano:
- A comunicação por meio de redes sociais – que permitem a interação de grupos com um mesmo propósito – facilita a mobilização de militantes.
- A comunicação na internet se dá em nichos e deve atender diversos públicos. Há usuários que conhecem a identidade do políticos, há os que querem trabalhar para eles, há aqueles que querem discutir com eles e os que querem lutar contra eles. É preciso estabelecer uma estratégia para trabalhar com cada um desses públicos.
- A rede consegue atrair eleitores jovens, entre 18 e 25 anos, que não veem o horário de propaganda eleitoral gratuito, mas passam bastante tempo navegando na rede.
- A internet é avessa a hierarquias. Não adianta os políticos tentarem controlá-la.
Fontes: Moriael Paiva, diretor de ciração da Talk Interactive; Cila Schulman, coordenadora de estratégia de internet do PSDB nacional; Fábio Carnevale , secretário de comunicação do PV; Juliano Borges, professor de Comunicaçaõ Social da Uerj.
Notícia incluída em 07/02/2010 11:58:52
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Cultura
Coerência no MinC
O Globo - Opinião
Opinião - Página 6
Na topografia ideológica do governo Lula, o Ministério da Cultura é, desde o primeiro mandato, um ponto de referência no intervencionismo estatal, viés reforçado em Brasília na segunda metade da gestão lulista. Nos primeiros quatro anos de governo, com Gilberto Gil ministro e Juca Ferreira, então futuro sucessor de Gil, secretáriogeral e mentor das ações do ministério, surgiu na Pasta a proposta da Ancinav, agência idealizada para intervir no conteúdo da produção audiovisual do país.
O projeto foi abortado pelo Planalto, devido às críticas do meio artístico e do setor de comunicações a um instrumento a serviço do intervencionismo. Mas o MinC, com Juca no principal gabinete do Ministério, voltou à carga, dessa vez para substituir a Lei Rouanet, em que pese o êxito, por cerca de 15 anos, do sistema de captação de recursos junto à iniciativa privada para o financiamento de produções artísticas e projetos culturais.
Uma crítica a Juca Ferreira seria injusta: incoerência. Pois ele se mantém firme nos preconceitos contra a ação da empresa privada no financiamento à cultura por meio de incentivo fiscal, e na luta pela interferência estatal nas decisões sobre o que deve ser apoiado.
No primeiro semestre do ano passado, o ministro apresentou a proposta de mudanças na Lei Rouanet, na verdade sua revogação.
Mais uma vez, ficou transparente a intenção dirigista de Juca Ferreira.
O projeto continuou em debate e, há poucos dias, a Casa Civil o remeteu ao Congresso.
Apesar da intensa discussão e das críticas, o sentido do projeto de lei é o mesmo: mais poder ao Estado para distribuir os recursos.
Vale dizer, mais espaço para influências partidárias, ideológicas e de corporações.
Mantém-se, inclusive, o risco de insegurança jurídica no financiamento incentivado às artes e cultura.
Ao substituir a Rouanet, o novo sistema, como estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, vigorará apenas por cinco anos, como qualquer novo incentivo fiscal.
Além disso, é concedido ao ministro poder para mudar o enquadramento de projetos de uso de renúncia fiscal, outro fator de insegurança para o mecenato.
Em nome da desconcentração de verbas nos grandes centros e de uma suposta melhor distribuição de recursos no setor, o MinC conseguirá apenas reduzir o volume dos gastos privados em arte e cultura. Se o contribuinte perde poder de decisão para a culturocracia do governo, é preferível pagar o imposto. Resta ao Congresso evitar que um projeto com essas implicações nocivas tramite a toque de caixa.
Notícia incluída em 07/02/2010 11:58:34
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TV Digital
Camex zera Imposto de Importação para equipamentos de TV Digital
Convergência Digital - Notícias
:: Luiz Queiroz
:: Convergência Digital :: 05/02/2010
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou a alíquota do Imposto de Importação, na condição de "ex-tarifários especiais", para os equipamentos codificadores para serviço digital portátil de áudio, vídeo ou dados em MPEG-4 (H.264), para sistema de transmissão de sinais de televisão digital terrestre.
Também estão isentos do imposto os equipamentos para monitoração de sinais de vídeo, áudio e dados digitais, compressão MPEG-2 e/ou MPEG-4 (H.264) e análise de protocolos de transmissão de televisão digital.
Em outra resolução, a Camex também reduziu para 2%, o Imposto de Importação de equipamentos voltados para roteamento de sinais de tráfego na Internet. Foram benefiiciados com a medida os seguintes equipamentos:
- Roteadores digitais modulares BSR ("Broadband Service Routers") para a função BRAS ("Broadband Remote Access Server"), com capacidade de comutação total de no mínimo 40Gbps, com suporte a sessões de usuários através de protocolo PPPoE ("Point-to-Point Protocol over Ethernet") e PPPoA ("Point-to-Point Protocol over ATM"), suporte a protocolos para gerenciamento de usuários DHCP, Radius e COPS, e suporte a módulos de interface STM-1, STM-4 e STM-16.
As medidas de incentivo fiscal, em ambos os casos, terão validade até 31 de dezembro deste ano.
Notícia incluída em 06/02/2010 11:57:47
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TV Digital
Copa do Mundo fará Brasil dobrar número de usuários de TV Digital
MSN Notícias - Comportamento
SÃO PAULO – Até a final da Copa do Mundo de futebol, que acontece neste ano na África do Sul, o Brasil deve dobrar o número de telespectadores com sinal de TV Digital.
O Fórum do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre) estima que atualmente existam 5,4 milhões de brasileiros com acesso à TV Digital. Até a Copa, eles prevêem que o País chegue a 10,8 milhões. “Mas, se o Brasil for à final, esse número deverá crescer”, afirma o consultor do fórum, Euzébio Tresse.
O consultor afirma que hoje existem mais de 2 milhões de receptores de TV Digital funcionando. “O dado exato é difícil calcular porque existe um mercado informal e fabricantes independentes”, disse.
O dobro de conversores
A previsão do fórum é também que ultrapasse a casa dos 4 milhões o número de equipamentos de TV Digital vendidos no País, o que inclui conversores para aparelhos de TV e computadores, televisores com conversor embutido e celulares com TV Digital.
A Copa do Mundo será um grande incentivo à adoção da tecnologia porque muitas pessoas devem preferir a experiência de assistir aos jogos em alta definição.
Para poucos?
A tecnologia completou dois anos em dezembro de 2009 e ainda enfrenta algumas dificuldades para se popularizar. Uma delas é o preço dos conversores, que gira em torno de R$ 400 atualmente, enquanto uma TV LCD de 32 polegadas com conversor embutido custa entre R$ 2 e R$ 3 mil reais.
No entanto, o Fórum do SBTVD estima que já existam mais de 40 modelos de receptores de sinal digital no mercado. A grande variedade deve fazer com que os preços diminuam ao longo do ano, estimulando ainda mais a adoção, afirma a entidade.
Além, disso, muitas pessoas ainda confundem TV Digital com serviços de TV por assinatura, achando que, para ter acesso à tecnologia, precisam pagar alguma mensalidade. Nesse sentido, o fórum pretende lançar campanhas de conscientização para mostrar que ela é gratuita e funciona dentro de qualquer cidade que já possua cobertura.
Essa informação pode ser obtida em sites, como o da consulturia Teleco (www.teleco.com.br/tvdigital.asp) ou da TV Globo (http://www.tvglobodigital.com/mapa_cobertura).
Notícia incluída em 06/02/2010 11:57:31
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Televisão
Chuva em SP derruba audiência da TV
AD News - Mídia
A chuva que assola a cidade de São Paulo há mais de 40 dias causa também prejuízo às emissoras de TV.
Informações publicadas nesta sexta-feira por Lauro Jardim, colunista da revista Veja, dizem que a água que caiu na noite desta quinta baixou a níveis inéditos o número de aparelhos de TV ligados na Grande São Paulo.
Segundo Jardim, quando a novela "Viver a Vida", da TV Globo, estava no ar, apenas 56% dos aparelhos de tevê estavam ligados. Na terça-feira, por exemplo, esse número foi de 65%. Além da trama, o Jornal Nacional também sofreu com a enxurrada. Marcou módicos 24 pontos ontem.
Estragos
Além do prejuízo á audiência, a chuva forte chegou a atingir a sede da TV Cultura no dia 21 de janeiro. Localizada no bairro da Água Branca, zona oeste da capital, a empresa sofreu com uma lâmina de água invadiu dois estúdios, a área de figurinos e algumas salas de administração da Rádio Cultura.
Redação Adnews
Notícia incluída em 06/02/2010 11:57:14
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Televisão
Justiça proíbe jogos até as 18h
Zero Hora - Porto Alegre - Esportes
CALOR
Federação não conseguiu derrubar liminar que impede partidas entre 10h e 18hNem clubes, nem TV. Os horários da rodada do Gauchão foram definidos pela Justiça. O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, atendeu a pedido do Sindicato dos Atletas Profissionais e proibiu ontem, por meio de liminar, a realização de jogos entre as 10h e 18h, devido ao calor.
Àtarde, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) entrou com mandado de segurança contra a decisão. Às 22h30min de ontem, a medida foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho.
A liminar prevê multa de R$ 150 mil por partida acrescida de R$ 5 mil por jogador. A questão afeta também a Segundona gaúcha. Duas partidas de hoje e quatro de amanhã terão de ser reajustadas. No Gauchão, o único jogo no horário contestado é Universidade x Grêmio, inicialmente previsto para as 17h de amanhã, com transmissão da RBS TV. Ele deverá ser disputado às 18h. Antes mesmo da decisão, o jogo das 11h – horário que vem sendo utilizado desde o início do campeonato – foi transferido pela federação.
O argumento da FGF contra a decisõa se baseava no cumprimento do contrato de televisionamento do Gauchão, que dá direito à TV aberta e aos sistemas de pay-per-view de definir os horários. Como os clubes dependem da verba deste contrato, afirma o presidente Francisco Novelletto Neto, não haveria como recebê-la sem cumprir o acordado.
– Temos que respeitar a ordem judicial. Mas tentaremos derrubá-la – comentou Novelletto, prevendo uma batalha jurídica a partir da próxima rodada.
A liminar obtida pelo Sindicato dos Atletas afirma que “não há como praticar o futebol com calor de mais de 35°C”. A FGF afirma o contrário no mandado de segurança impetrado ontem. Cita casos de trabalhadores cuja jornada começa pela manhã e termina ao final da tarde. Propõe, também, a ampliação das paradas técnicas adotadas pelos árbitros – na metade dos dois tempos, o jogo vem sendo interrompido para hidratação dos atletas.
Vice de futebol do Inter, Fernando Carvalho acha que o contrato com a TV deve ser respeitado. Mas lembra que a definição não cabe aos clubes:
– Vamos seguir o que for determinado pela Justiça e pela FGF.
Vice de futebol do Grêmio, Luiz Onofre Meira gostou da iniciativa do Sindicato dos Atletas:
– Concordo, até para não expor a saúde dos atletas.
CARLOS GUILHERME FERREIRA
Notícia incluída em 06/02/2010 11:56:44
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Televisão
Entrelinhas
O Estado de S.Paulo - Caderno 2
Sábado, 06 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa
Keila Jimenez
Cristiane Torloni terá mais uma ricaça para sua galeria de personagens: ela será a viúva alegre Rebecca no remake que une Tititi e Plumas e Paetês, próxima novela das 7 da Globo.
No Rio, Poder Paralelo, da Record, tem dado um baile em audiência, com direito até a anúncio em jornais cariocas, debochando da Globo.
Na peça publicitária, a Record pergunta: "Quem é a nova vítima do Guri (assassino de Poder Paralelo)? E responde, embaixo: "a concorrência", seguida pela data mais recente em que a Globo perdeu em ibope para a novela no Rio.
O jornalismo voltou a vencer a dura queda de braço com a ficção dentro do Fantástico. Está retomando ? aos poucos e com a ajuda da audiência ? a maior parte do bolo na atração.
Nem sinal de produção da competição de estilistas, a versão nacional do Project Runway, na Record. O projeto de Ana Hickmann entrou na fila de espera da emissora, que já tem Geraldo, Simple Life...
E lá se foi a criatividade do BBB em provas patrocinadas. Na prova do líder de quinta-feira, o formato, utilizando garrafas de um determinado anunciante, já foi ao ar em outras edições com bolinhas no lugar.
Tudo certo no SBT para a volta de Hebe em março à grade da emissora. Vai ter até programa especial.
Notícia incluída em 06/02/2010 11:56:27
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