YouTube 2021: e-commerce e novos dispositivos

MEIO&MENSAGEM

Plataforma anuncia testes com comércio de produtos e atende a demanda por vídeos para smartphones


26 de janeiro de 2021 - 14h16


Nesta terça-feira, 26, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, publicou uma carta com as prioridades da plataforma para este ano, sendo as principais: aumentar a receita do criador de conteúdo, cumprir responsabilidades sociais, ajudar os usuários na aquisição de habilidades, trabalhar de acordo com as questões regulamentadoras e construir o “YouTube do futuro”.



 


Plataforma quer apoiar mais seus criadores de conteúdo (Crédito: Tarik Kizilkaya/iStock)


Para cada um desses pilares, o YouTube traçou metas mais detalhadas. As maiores novidades ficaram por conta do futuro da plataforma. O comunicado informa que o YouTube está testando formas de ajudar o usuário a descobrir e comprar os produtos que veem nos vídeos, como de influenciadores que falam sobre beleza e eletrônicos, por exemplo, que são segmentos participantes dos testes.


A plataforma ainda está explorando novos formatos dando aos usuários novas possibilidades de edição para smartphones. Esses vídeos ficarão disponíveis em um novo player denominado YouTube Shorts. Na versão beta, os vídeos no player recebem 3,5 bilhões de visualizações diariamente. O YouTube também anunciou que está melhorando sua interface e navegação em televisores, já que foi o tipo de tela em que o consumo de seus vídeos mais cresceu em 2020.


 


No âmbito da produção de conteúdo, a plataforma promete oferecer mais suporte, melhora no processo de contestação e transparência na comunicação das mudanças em suas políticas e diretrizes da comunidade, pois reconhece que a escala em que opera torna difícil para os creators acompanharem as novidades.


A empresa ainda quer garantir boas oportunidades para os produtores com novas formas de pesquisas para colher informações sobre como as diferentes comunidades presentes na plataforma aparecem na pesquisa e descoberta pelos usuários e como são representadas na monetização. “Essas informações vão nos ajudar a identificar falhas potenciais nos nossos sistemas que podem impactar a oportunidade do criador de conteúdo de alcançar todo o potencial dele”, explicou a CEO.


As oportunidades de monetização se expandiram nos últimos anos com o lançamento dos serviços de assinatura YouTube Music e YouTube Premium. De acordo com a plataforma, ambos somam 30 milhões de assinantes. Susan Wojcicki ainda informou que o YouTube pagou mais de US$ 30 bilhões a criadores, artistas e empresas de mídia nos últimos três anos.


Sobre responsabilidade, a carta demonstra que o YouTube continua empenhado no combate à notícias falsas. Este ano, essa tarefa se concentrará na vacinação, saúde e na justiça racial. Para vacinação e saúde, o YouTube se esforça em conectar especialistas com o público, analisar e barrar conteúdo duvidosos e destacar as informações verdadeiras na interface do site.


 


Já para promover a justiça racial na rede, a plataforma está testando um filtro no YouTube Studio que os criadores podem usar para deixar de ver comentários potencialmente inapropriados que foram retidos automaticamente para análise. Uma outra novidade confirmada pela CEO foi o lançamento de uma produção YouTube Originals para celebrar o Mês da História Negra nos Estados Unidos. Além disso, este ano, 132 criadores e artistas dos Estados Unidos, Quênia, Reino Unido, Brasil, Austrália, África do Sul e Nigéria foram selecionados para a turma de 2021 de vozes do #YouTubeBlack.


Durante 2020, o YouTube teve sua função de educação reforçada com o acesso de usuários querendo aprender novas habilidades durante as fases de isolamento social. Devido a isso, o YouTube traçou como meta duplicar os usuários que interagem com conteúdo educacional na plataforma e estão apoiando criadores que produzem conteúdo sobre programação, negócios, idiomas e outras habilidades atuais.


Por fim, Susan Wojcicki assegurou que o YouTube continuará trabalhando lado a lado de legisladores nas questões de saúde, extremismo violento, imigração e educação. Já sobre a regulamentação de dados, a CEO promete tomar as atitudes necessárias para proteger a plataforma e apoiar seus criadores de conteúdo enquanto dialoga com os órgãos governamentais.


 


 


**Crédito da imagem no topo: Christian Wiediger/Unsplash


 


 

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