Tendências | Deloitte prevê que podcasts podem alcançar uma receita global superior a US$ 1 bilhão em 2020

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Quinta-Feira, 20 de Fevereiro de 2020 @ 10:46


 


São Paulo - Análise também aponta que esse formato de mídia pode checar a US$ 3,3 bilhões em 2025, caso crescimento seja em escala internacional


No relatório anual mais recente da Deloitte, este que faz previsões para os setores de tecnologia, mídia e telecomunicações, o instituto apontou que o formato podcast poderá superar a marca de US$ 1.1 bilhão em receita global já neste ano de 2020. Isso representa um crescimento na ordem de 30% nas receitas de publicidade. Se esse número se confirmar, será a primeira vez que os podcasts ultrapassem a marca de US$ 1 bilhão, reafirmando o interesse crescente dos anunciantes por esse formato de mídia.


O relatório, segundo o portal RAINNews, prevê que as receitas globais de podcasts podem superar a marca de US$ 3,3 bilhões em 2025, caso o ritmo atual de crescimento seja mantido. Porém a Deloitte observa que para alcançar esse volume é preciso que ocorra um avanço internacional da plataforma, além de um modelo de monetização mais aprimorado.


Segundo a Deloitte, os podcasts contam atualmente com um modelo de negócios de receita limitada. Isso ocorre devido ao fato da maioria dos programas estarem disponíveis de forma gratuita, sendo um obstáculo maior na criação de plataformas de assinatura ou outros modelos de acesso pago, como já ocorre no mercado de streaming de vídeo on-demand.


A Deloitte ainda compara a receita gerada por podcasts com o volume obtido por audiobooks (audiolivros). Como envolvem assinatura, um ouvinte de audiobook gera mais de 2,4 a receita anual de um ouvinte de podcasts. O relatório estima uma receita de US$1.5 bilhão em 2020 para a plataforma de audiobooks, isso apenas considerando os Estados Unidos (maior mercado para o formato).


A reportagem do portal RAINNews ainda destaca que as empresas de podcast e especializadas em publicidade tem trabalhado em ferramentas que procuram obter anúncios mais eficazes e lucrativos, isso em grande escala, sendo uma possibilidade de avanço da publicidade sem alterar a essência da plataforma de ser gratuita e possuir uma forte conexão entre os ouvintes e os programas/apresentadores.


O rádio passa por um processo semelhante, já que oferece o seu conteúdo ao vivo de forma gratuita em formato de streaming, sem a necessidade de assinatura e/ou algum custo para quem acessa esse conteúdo, diferente do que ocorre com as principais plataforma de streaming de música. 


Também há uma busca por um melhor modelo de monetização para o streaming ao vivo, com a intenção de não alterar a característica herdada do próprio rádio, de ser uma mídia gratuita e de acesso simplificado. Diferentes modelos e possibilidades para rentabilizar o streaming estão na pauta do setor de rádio no Brasil e também em outros países.


Porém, na área de podcasts, mas aqueles criados e disponibilizadas pelas emissoras, há uma movimentação na criação de plataformas com assinaturas. Mesmo que gratuitas, emissoras de rádio já pensam em modelos de acessos registrados a esses conteúdos. 


Em resumo: há a possibilidade do streaming de rádio seguir livre, mas o podcast de rádio contar com formatos que envolvam assinaturas (gratuitas ou pagas).


 


 


Daniel Starck

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